O Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (MACNA) conta com uma nova exposição do conceituado designer João Machado, que reúne um conjunto de trabalhos, dos seus últimos 40 anos.

Na cerimónia de abertura, o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, destacou a vasta obra de criatividade e de ilustração do autor, um conceituado designer com projeção internacional que prestigia Chaves e valoriza o MACNA.
Para António Augusto Joel, comissário da exposição, estamos perante um espaço icónico não só para Chaves, mas também para o país, que conjuga uma herança que os flavienses muito se orgulham, a obra do arquiteto e pintor Nadir Afonso, num edifício projetado pelo apreciado arquiteto Siza Vieira. “O edifício em si e as obras que aqui poderão ser expostas irão certamente projetar uma imagem de marca, bem como o nome de Chaves”, salienta.
António Augusto Joel classifica João Machado como “o designer português mais conhecido e consagrado além-fronteiras, possuidor de uma vasta obra que vem sendo apreciada quer em Portugal quer no estrangeiro, um criador exímio e fantástico”.
Numas breves palavras aos jornalistas, João Machado falou da Arte da Cor – título da exposição – predominante nos seus trabalhos, para quem o cartaz ideal seria aquele que não precisasse de legendas.
A exposição está dividida em três grandes secções/tempos. Exibe vários desenhos originais, executados a tinta-da-china, que foram reproduzidos em diversas obras de literatura infantil durante a década de 1980, bem como desenhos de caráter satírico, iconoclasta e algumas importantes obras inéditas. Estão ainda patentes muitas das esculturas abstratas que João Machado executou, evidenciando a contemporaneidade da sua criação escultórica, uma plena sintonia com os movimentos artísticos internacionais e uma inegável interligação com a sua posterior produção cartazística. Entre os mais de 150 cartazes expostos, poderá documentar-se a contribuição do artista para a definição de uma icónica e inequívoca identidade da Associação Industrial Portuense, ocorrida durante a década de 1980, a consolidação da imagem do Cinanima, ao longo de 40 anos, a ligação do autor a causas ecológicas e ambientais, e o gradual estabelecimento de uma consagrada carreira internacional.

Redação/CM Chaves

Share.

Deixe Comentário