Na passada sexta-feira, dia 27 de outubro, a sala multiusos da Biblioteca Municipal de Chaves foi palco da apresentação do livro “A População da Vila de Chaves (1780-1880)”. O autor apresenta várias conclusões que proporcionam um melhor conhecimento da população flaviense, constituindo-se como “um pequeno contributo para a história local”.

“A População da Vila de Chaves (1780 – 1880)” é o tema da mais recente edição do Grupo Cultural Aquae Flaviae cuja apresentação decorreu na passada sexta-feira na sala multiusos da Biblioteca Municipal. A obra resulta do trabalho de investigação elaborado no âmbito da tese de doutoramento de José Alfredo Paulo Faustino.
A sessão foi presidida pelo presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, que elogiou o trabalho e percurso do autor desta investigação, destacando igualmente a importância do Grupo Cultural Aquae Flaviae no âmbito histórico-cultural. Na sua intervenção, Nuno Vaz mostrou-se disponível para colaborar no projeto de desenvolvimento das linhas traçadas neste trabalho em concreto, mas também para apoiar todos os projetos que prestigiem o Município de Chaves.
Seguiram-se as palavras da presidente da Direção do Grupo Cultural Aquae Flaviae, Maria Isabel Viçoso, garantindo à autarquia uma continuada colaboração desta Associação na senda do percurso que vem desenvolvendo desde a sua fundação. Ao autor da obra, Maria Isabel Viçoso teceu rasgados elogios, valorizando as suas capacidades pedagógicas, inteletuais e científicas que tem vindo a colocar ao serviço da comunidade flaviense.
A apresentação do livro esteve a cargo de Maria Norberta Amorim, Professora Catedrática da Universidade do Minho, que salientou o valioso interesse da investigação realizada para o conhecimento da demografia flaviense.
Na sua intervenção, o autor referiu que o seu trabalho de exploração permitiu-lhe identificar a forma como se nascia, amava e reproduzia em Chaves. Foi estudado o indivíduo, não em contexto isolado ou como simples número de contagem populacional, mas como elemento de um sistema de relações no interior da família e da comunidade. Uma segunda etapa da investigação incidiu sobre a organização da informação numa base de dados demográfica e genealógica, estruturada a nível do indivíduo, da família e da comunidade paroquial.
Nesta reconstituição da paróquia de Santa Maria Maior, num período de cerca de cem anos, o autor mostra-se surpreendido com o intenso fluxo de pessoas que aqui vieram casar e morrer, facto demonstrativo de que Chaves, nos séculos XVIII e XIX, era um prestigiado espaço urbano fortemente atrativo e de apreciável dinamismo económico e social, marcado por intensos fluxos de pessoas e bens, de várias proveniências.
A sala multiusos da Biblioteca Municipal tornou-se pequena para as dezenas de pessoas que fizeram questão de assistir à apresentação da obra, e o autor não poderia ter ficado mais satisfeito: “Vale a pena ter amigos destes porque de facto hoje marcaram presença e isso dá-me um tremendo gosto e sinto-me muito feliz por isso”.

Redação/CM Chaves

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