Eurocidade Chaves-Verín constitui um dos maiores êxitos dos 25 anos do Eixo Atlântico
A Eurocidade Chaves-Verín foi apontada como um dos maiores êxitos dos vinte e cinco anos do Eixo Atlântico, a associação de municípios do norte de Portugal e da Galiza dedicada à cooperação transfronteiriça. O reconhecimento foi feito numa reunião comemorativa realizada em Lugo, que terminou com a inauguração de uma exposição sobre a história da organização na Praça Maior da cidade.
Duas cidades, um projeto comum
Chaves e Verín estão separadas por poucos quilómetros e partilham um vale, uma história e uma relação muito próxima com a água termal. A Eurocidade nasceu da vontade de transformar essa proximidade numa cooperação estruturada, criando serviços partilhados e projetos comuns que beneficiam os habitantes de ambos os lados da fronteira.
Entre as iniciativas destacadas estão a criação de uma marca de turismo transfronteiriça, a Eurocidade da água, o cartão de Eurocidadão e o trabalho conjunto na gestão de resíduos, com apoio da Agência Urbana do Eixo.
Cultura, desporto e educação
A Eurocidade desenvolveu um grande número de atividades nas áreas da cultura, do desporto e da educação, aproximando escolas, associações e cidadãos. Este trabalho valeu-lhe o prestigiado prémio RegioStars da Comissão Europeia, que distingue projetos regionais exemplares financiados pela União Europeia.
- marca turística comum baseada na água termal;
- cartão de Eurocidadão com acesso a serviços dos dois municípios;
- gestão transfronteiriça de resíduos;
- programação cultural e desportiva partilhada.
Sede do Fórum Termal
Mais recentemente, a Eurocidade foi escolhida para acolher a sede e a presidência do Fórum Termal da Eurorregião, com o presidente da Câmara de Chaves, António Cabeleira, a assumir a liderança deste fórum. A escolha reforça o papel das duas cidades como referência no termalismo do noroeste peninsular.
Um modelo para a Europa
Para o Eixo Atlântico, a Eurocidade Chaves-Verín é a prova de que a cooperação entre municípios de países diferentes pode traduzir-se em ganhos concretos para os cidadãos. A experiência tem sido apresentada como exemplo noutras fronteiras europeias, mostrando que as regiões periféricas podem encontrar na cooperação uma forma de ganhar escala e visibilidade.