No ano de 2018, mais de metade dos utentes do distrito de Vila Real enfrentaram algum tipo de indisponibilidade de medicamentos.

A informação chegou à comunicação social através de comunicado enviado pela Associação Nacional das Farmácias (ANF).

Dos 58,21% utentes que encararam este problema, 27,41% recorreram a uma nova consulta para obterem o medicamento disponível, e 5,92% tiveram de parar o tratamento.

No mesmo comunicado dá-se conta que os resultados obtidos no distrito de Vila Real surgem acima da média nacional, que foi de 52,20%.

Na análise destes dados, que foram revelados por uma sondagem realizada pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR), é referido que as regiões mais desertificadas e economicamente mais desfavorecidas do interior do país são as que registam mais ocorrências deste tipo.

A nível nacional, esta indisponibilidade de medicamentos fez com que 1,4 milhões de utentes recorressem a consulta médica para alterar a prescrição. O recurso a estas consultas causou custos elevados, tanto para o sistema de saúde (entre 35,3M€ a 43,8M€), como para o utente (entre 2,1M€ a 4,4M€).

Os inquéritos para o relatório sobre o “Impacto da Indisponibilidade do Medicamento no Cidadão e no Sistema de Saúde”, da CEFAR, foram realizados na primeira semana de abril deste ano e contaram com a participação dos utentes de 2 097 farmácias em Portugal.

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