O Jardim do Bacalhau recebeu, no passado fim-de-semana, a última Feira das Velharias de Chaves do ano. Os comerciantes venderam peças usadas a bom preço e garantiram à Voz de Chaves que as antiguidades são um negócio rentável em tempos de crise.

 

Pratas, relógios, ouros, cristais, louça, linhos, “bibelots”, medalhas, livros e peças de colecção são algumas das antiguidades e objectos usados que os flavienses e visitantes puderam encontrar, na passada sexta-feira e sábado, na última Feira das Velharias de Chaves do ano. A iniciativa, que decorreu nos primeiros e últimos fins-de-semana de cada mês desde Junho no Jardim do Bacalhau, termina agora, antes da época dos Santos, para regressar no próximo ano.

 

Os comerciantes foram unânimes em afirmar que o negócio tem corrido “muito bem”, já que as peças usadas são mais baratas do que as que se podem encontrar no comércio tradicional. A confirmá-lo, Piedade Veiga, comerciante do Porto, apontou que vendeu uma batedeira eléctrica por 2,5 euros. “Compensa comprar usado porque compra-se a menos de metade do preço”, confirmou também José Augusto Mendes, de Vila Nova de Famalicão, acrescentando que os anteriores fins-de-semana contaram com muitos visitantes, principalmente de Espanha e utentes das Termas de Chaves.

 

Como exemplo, o comerciante, que tinha à venda peças da Vista Alegre com mais de 100 anos e raridades como um Cristo na cruz indo-português do século XVIII, referiu que um coleccionador de relógios norte-americano com uma loja em Espanha lhe comprou 13 mil euros na última Feira de Velharias de Chaves. Já no que respeita ao ouro usado, “não fazemos concorrência às ourivesarias porque as peças que vendemos são muito antigas e em segunda mão”, rematou.

 

Sandra Pereira

 

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