Plano de recuperação do clube deve prever a formação de uma Sociedade Anónima Desportiva. A ideia passa por atrair investidores ao clube mas decisão passará sempre pelos sócios. Futuro do clube tem de estar resolvido até dia 7 de Julho.

Ainda não foi desta que o clube flaviense ficou a conhecer o seu futuro. Na segunda assembleia de credores, realizada na passada terça-feira, dia 24 de Maio, desde que foi alvo do processo de insolvência, a decisão foi adiada para o mês de Julho, realizando-se dia 7 uma assembleia definitiva.

“O clube e os credores terão de elaborar um plano de recuperação definitivo que passa obrigatoriamente pela constituição de uma SAD”, informou fonte do clube flaviense. De resto, dia 7 de Julho terá de sair uma decisão definitiva sobre a viabilidade ou não do GDC.

Esta solução de criar uma SAD poderá atrair investimento privado ao clube transmontano, sendo também uma forma de chegar a acordo com os credores e de o tribunal considerar o Chaves viável e com futuro.

 

São os sócios que decidem

 

No entanto, a constituição de uma SAD depende da vontade dos sócios e para isso será marcada uma assembleia de sócios para esse efeito.

Não havendo ainda data marcada, esta será “realizada o mais rápido possível de acordo com os estatutos”, informou ainda a fonte. Nesta assembleia, a ter lugar no início de Junho, será votada a criação ou não da sociedade anónima desportiva.

Na quinta-feira, dia 26 de Maio, realizou-se a continuação da assembleia de sócios que foi suspensa no dia 19 de Maio, e onde se começou a abordar a ideia de o clube constituir uma SAD.

 

Chegou ao fim a era Mário Carneiro

 

Mário Carneiro desempenhava funções de gestão no clube desde Julho de 2010 e abandona-o agora definitivamente. Passados os dois anos para o qual foi “legitimamente eleito”, é altura de deixar o clube “com o mandato cumprido”, explicou, embora numa situação fora do normal, pois Mário Carneiro desempenhou parte do mandato como presidente demissionário.

O presidente da mesa da assembleia, Pinto Barros, aproveitou para afirmar que “neste momento, se existia, já não existe nenhum entrave para os sócios regularizarem as suas quotas”.

Nesta assembleia foi ainda debatido o processo de insolvência do clube, que foi acompanhado por Mário Carneiro. O agora ex-presidente do Desportivo afirmou que “o valor inicialmente conhecido não corresponde à realidade”, explicando que nem todos os credores que se apresentaram o são e nem todos os valores são correctos.

Pinto Barros, que juntamente com Nélson Negreiros, vice-presidente da mesa da assembleia, serão os representantes oficiais do clube, lembrou ainda que o clube vive uma situação complicada, lamentado a falta de soluções que já dura há mais de dez meses.

Diogo Caldas

 

loading...
Share.

Deixe Comentário