A 16ª edição da feira de fumeiro Sabores de Chaves poderá ser cancelada, mas a autarquia garante que “serão encontrados outros instrumentos” para a venda dos produtos, sendo certo que existirá uma plataforma eletrónica para encomendas.

A Câmara de Chaves avançou na sexta-feira, dia 8, as datas oficiais da realização da feira Sabores de Chaves, 29 a 31 de janeiro, e a forma como esta se iria organizar tendo em conta as restrições e as medidas de segurança adotadas pela Direção-Geral de Saúde e pelo Governo relativas à pandemia. Porém, o Governo adiantou no sábado que o país iria entrar num novo confinamento geral, muito semelhante ao mês de março e abril, já na quinta-feira, dia 14.

Contactado na terça-feira, dia 12, pelo jornal A Voz de Chaves, o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, disse que a feira poderá vir a ser cancelada, estando neste momento a aguardar as considerações e decisões dos especialistas e do Governo para diminuir o número de infeções em todo o território nacional.
“Para nós é importante manter o espaço de venda e da transação comercial, dando mais uma oportunidade

para que os nossos produtores num ano difícil possam vender os seus produtos, mas se a questão da saúde pública for a questão central naturalmente que a decisão terá de ser o cancelamento da feira”, sustentou o responsável.

O presidente da Câmara de Chaves salientou que a decisão de avançar com a feira do fumeiro foi tomada em conjunto com os produtores, uma vez que estavam garantidas todas as condições de segurança para a saúde pública, através da existência e do cumprimento rigoroso de um plano de contingência.

“Se existem condições para que as pessoas possam fazer compras nos hipermercados, existem maiores condições de segurança para a saúde pública (…) quer na feira semanal quer no mercado local de produtores, uma vez que existe um plano de contingência aprovado e rigorosamente controlado,” referiu Nuno Vaz.Estes locais são ainda frequentados por um número reduzido de pessoas, onde as condições de segurança sanitárias são elevadas.

“Há mais condições de segurança e menor risco para o contágio da covid-19 no mercado municipal ou no mercado local de produtores do que em qualquer outro hipermercado do concelho”, sublinha o presidente da Câmara de Chaves.

Além das questões de segurança sanitária, Nuno Vaz considera que com a realização da feira de fumeiro a autarquia está a apoiar e a proteger os produtores do concelho para que escoem os seus produtos.

O certame, agendado para o final deste mês no Pavilhão Municipal, iria igualmente obedecer a um modelo de organização distinto, com menos expositores, centrado essencialmente na venda de fumeiro, Pastéis de Chaves e outra gastronomia. Paralelamente, a Câmara de Chaves irá disponibilizar uma plataforma eletrónica de venda de fumeiro, através da sua página oficial na internet (www.chaves.pt), “para uma maior visibilidade dos participantes e potenciando as encomendas”.

Nuno Vaz revelou que a decisão de avançar com a feira Sabores de Chaves “foi tomada antes do conhecimento da evolução francamente negativa da situação epidemiológico” do país. Por isso, “neste momento estamos a aguardar as decisões e as opiniões técnicas que vão ser tomadas” pelos especialistas e pelo Governo “para que possamos tomar uma decisão”.

Contudo, Nuno Vaz deixou a garantia de que serão encontrados outros instrumentos para que os produtores possam escoar os seus produtos.

Cátia Portela

In: A Voz de Chaves, edição de 14 de janeiro

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