Nove presidentes de junta do concelho de Chaves apresentaram uma moção contra a transferência da gestão do posto dos CTT de Vidago para a junta de freguesia local e pela manutenção da distribuição do correio na vila termal.

 

Contra a lógica de redução de custos assumida pela administração dos Correios de Portugal (CTT), nove presidentes de junta do concelho de Chaves uniram esforços e apresentaram, na última assembleia municipal, uma moção para que a gestão do posto de correios de Vidago continue a ser assumida pela empresa do Estado e para que a distribuição postal continue a ser feita a partir de Vidago.

 

Tal como tem vindo a acontecer em outras localidades, a administração dos CTT quer estabelecer uma parceria local, seja com a Junta de Freguesia de Vidago ou outra entidade público-privada, para deixar de assumir a gestão directa do posto. A empresa pública planeia ainda centralizar a distribuição do correio na sede de concelho: Chaves. Com o apoio da opinião pública, os presidentes das nove juntas de freguesia onde estão incluídas as 19 aldeias afectas ao posto de Vidago – Oura, Vilas Boas, Selhariz, Loivos, Vilarinho das Parinheiras, Póvoa das Agrações, Arcossó, Anelhe e Vidago – subscreveram a moção para que os CTT continuem a prestar “um serviço público”.

 

“A população não pode perder qualidade nos serviços públicos. (…) Os CTT têm responsabilidade pública e devem manter a gestão directa”, reivindica o presidente da Junta de Freguesia de Vidago, Rui Branco, acrescentando que a junta “só assumiria a gestão do posto em caso extremo”, como um eventual encerramento do posto. Ainda assim, seria um “encargo suplementar” para a junta, que a compensação financeira dos CTT não chegaria a cobrir na totalidade, alega.

 

Aberto desde 1836, o posto dos CTT de Vidago serve uma população de 7 a 8 mil habitantes, mas com a centralização da distribuição em Chaves, Rui Branco teme que os habitantes das aldeias mais longínquas afectas ao posto de Vidago não ouçam o carteiro chegar todos os dias. Além disso, no caso de contratempos, como uma carta registada ou devolvida, teriam que fazer alguns quilómetros até Chaves. Aprovada com apenas uma abstenção, a moção conta com o apoio do presidente da Câmara de Chaves, João Batista, e vai chegar à mesa da administração dos CTT e do Governo Civil de Vila Real com o intuito de reforçar a posição dos presidentes de junta.

 

 

Sandra Pereira

 

 

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