Karaté e judo promoveram aula conjunta em Chaves. Mestres lembraram legado das duas artes marciais. Alunos ficaram satisfeitos com a experiência e querem mais iniciativas semelhantes.

O judo e o karaté, artes marciais japonesas, partilham um legado de amizade entre os dois mestres que as criaram. Partindo nesse espírito, o Karaté Clube do Alto Tâmega e a seção de Judo do CTM de Chaves juntaram-se para uma aula conjunta, onde houve momentos de partilha e de convívio.
“Nas artes marciais nem sempre há este intercâmbio, as pessoas ficam fechadas, mas acho que é importante este tipo de iniciativas, pois são dois clubes tão próximos e que por vezes não se encontram”, destacou À Voz de Chaves Frederico Hilário, mestre de karaté.
Também Luís Aleixo, mestre de judo em Chaves, explicou que o objetivo não passou por roubar nada a ninguém, mas apenas “partilhar experiências e opiniões e melhorar a prática de cada um na sua especialidade”.
Assim, os alunos das duas escolas puderam crescer ao aprenderem técnicas de uma modalidade diferente da que estão habituados a praticar.
Mais quais as diferenças entre karaté e judo? Os mestres explicam: o karaté tem mais técnicas de impacto, como murros e pontapés, enquanto o judo tem as projeções.
A aula juntou praticantes de todas as idades dos dois clubes, com o ginásio do pavilhão da Escola Nadir Afonso a ser pequeno para tantos participantes.
Ao longo da manhã de sábado, dia 05 de outubro, os mestres foram explicando as diversas técnicas, numa aula diferente do habitual onde depois os alinos exemplificavam os exercícios.
“Podem crescer as duas modalidades. Na altura da criação partilharam ideias os mestres e aqui podemos fazer o mesmo. Todos aderiram e quiseram participar nesta aula”, acrescentou Luís Aleixo.

Mais novos querem voltar a experimentar

Apesar da tenra idade, quer Eva Lopes, de 12 anos, e praticante de karaté, quer João Ferreira, de 13 anos, praticante de judo, têm ideias bem claras e explicaram que as duas modalidades têm a ganhar com a partilha de conhecimentos.
João Ferreira, há oito anos no judo, e que até já tinha experimentado o karaté, ficou satisfeito com a iniciativa e quer voltar a repetir.
“Achei a arte marcial engraçada, mas apercebi-me que preferia o judo pois não envolve tanta força e violência. Esta aula não podia ser melhor, porque o mais importante nestas situações é os alunos conviverem e ganharem novas amizades, divertirmo-nos e aprender novas coisas”, atirou.
Também Eva Lopes, no karaté há dois anos, gostou de aprender as técnicas do judo.
“São bastante parecidas mas tem as suas contradições. Pode ajudar, é sempre bom saber mais”, vincou, satisfeita também com o facto de ter conhecido mais colegas que ainda não conhecia.

Diogo Caldas

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