O auditório do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (MACNA), em Chaves, recebeu, nos dias 6 e 7 de março, o encontro temático “Obra, Vida e Mito: Camões por Chaves”, realizado pela Câmara Municipal de Chaves em parceria com o CIEC – Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos da Universidade de Coimbra.

“Aspetos da biografia de Camões”, “Memória e esquecimento na Elegia I de Camões”, “A memória popular de Camões em Chaves”, “José Pereira Tavares: a pedagogia d’Os Lusíadas no dealbar do século XX”, “Letras e concertos de mil cores: uma versão d’Os Lusíadas para toda a Família”, “Luís Vaz de Camões, os textos, as edições”, “Do Cancioneiro tradicional a Inácio Pizarro Morais Sarmento”, “Camões em Macau e a ficção portuguesa contemporânea” e “Editar Camões” foram os vários temas discutidos durante os dois dias deste encontro temático, que teve como moderadores os presidentes dos vários agrupamentos escolares da cidade e ainda Maria Isabel Viçoso, presidente do Grupo Cultural Aquae Flaviae.

Na sexta-feira, dia 6, destaque ainda para o concerto “Cantus d’Alma”, no auditório do Centro Cultural de Chaves.

Este encontro temático sobre Camões terminou na tarde de sábado em Vilar de Nantes, na apresentação pública no “Roteiro Camoniano”, que tem início junto àquela que se acredita ter sido a casa dos avós paternos de Camões e onde o poeta poderá ter nascido, e termina no Largo do Tanque, bem no coração da aldeia. Os presentes puderam ainda degustar um lanche composto apenas por produtos existentes na época em que Luís Vaz de Camões viveu.

Rota literária Camoniana nacional é uma hipótese

O grande destaque deste evento foi a assinatura do Protocolo de Colaboração entre a Câmara Municipal de Chaves e o CIEC. “É um protocolo que visa, sobretudo, estabelecer as bases de parceria no sentido de ser promovida a investigação e a produção de um conjunto de trabalhos ligados à questão literária nas várias dimensões em que a obra de Luís Vaz de Camões se concentra”, explicou Nuno Vaz, presidente da Câmara Municipal de Chaves, acrescentando que a assinatura deste protocolo foi “um momento simbólico. O que nós pretendemos é fazer essa cooperação com o CIEC, que já tem muito conhecimento, com este primeiro encontro, mas dando também voz e tradução a outros encontros que possam vir a acontecer”.

O autarca flaviense referiu ainda que existe a ambição de se criar uma rota camoniana a nível nacional, envolvendo as várias autarquias por onde se julga que Luís Vaz de Camões terá passado ao longo da sua vida, como Constância, Coimbra e Lisboa.

“Queremos poder construir um produto turístico que valorize todas as dimensões deste grande escritor, e que permita que os turistas conheçam não só a sua obra, mas também os territórios, e neste caso particular as singularidades de Chaves. Será mais uma forma de valorizarmos o nosso território, valorizando também a nossa história”, concluiu Nuno Vaz.

Maura Teixeira

loading...
Share.

Deixe Comentário