Alunos dos três agrupamentos de escolas manifestaram-se na sexta-feira, dia 24 de maio, em frente à Câmara de Chaves por medidas de combate às alterações climáticas.

Os estudantes reclamam, a nível local, por medidas mais ecológicas e que “seja declarado o estado de emergência climático” no país.

“Há vários dados científicos que provam que o nosso futuro está comprometido devido às alterações climáticas. Basta ver as temperaturas que temos. Prevê-se que estas atinjam muito rapidamente os 40 graus. Há países já com falta de água, nomeadamente ao nível do continente africano”, disse Ema Leite, uma das coordenadoras da greve estudantil em Chaves.

As manifestações aconteceram um pouco por todo o país com milhares de estudantes a saírem à rua para exigir que os agentes com poder de decisão ajudem a combater as alterações climáticas. Este é um movimento estudantil internacional promovido pela jovem ativista Greta Thunberg que fez greve à escola para chamar a atenção para a problemática ambiental.

“Nós não queremos que as medidas sejam tomadas em 2050, queremos que as coisas sejam feitas agora”, sublinhou Ema Leite, acrescentando que “nós queremos mudar porque não há planeta B”.

Em Chaves, os jovens querem que sejam colocados mais “postos de bicicletas”, nomeadamente perto das escolas, que sejam criadas “linhas” específicas para as bicicletas poderem circular pela cidade e a criação de uma quinta comunitária.

Nesta segunda greve estudantil estiveram envolvidos perto de 60 alunos que frequentam os três agrupamentos de escolas. Na primeira foram cerca de 300.

Segundo a jovem flaviense, nesta luta estão também alguns professores que, apesar de não estarem presentes na manifestação, aconselharam relativamente aos cânticos e cartazes.

Cátia Portela

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