A Voz de Chaves: Quais são as metas da equipa de juvenis para esta temporada?
Calina: Temos dois objetivos concretos, o primeiro é o objetivo da manutenção, se possível logo na primeira fase, mas queremos também fazer com que os jogadores se valorizem. Temos o plantel recheado de bons valores que eram sub-15, e que transitam do ano anterior, e jogadores que já são sub-17 e mais umas aquisições que fizemos a pensar no futuro.

E que equipa é esta?

Não é apenas a equipa possível, é a equipa que quisemos ter. Tivemos o cuidado de observar durante o ano, fazendo as nossas prospecções e apenas conseguimos chegar onde os outros não conseguem e viramo-nos para o nosso interior. A maioria dos jogadores é do distrito de Bragança e Vila Real, onde tivemos o cuidado de ir buscar os melhores do Abambres pois vinham de um ano na nacional. Houve uma situação pontual, no lugar de central, que devido a uma lesão que ainda não se sabe bem a sua duração e extensão, tivemos que escolher novos jogadores e daí chegarem dois jogadores de Lisboa, que estavam referenciados e esperamos que sejam também mais-valias.

Que campeonato esperam enfrentar?

Este é um campeonato muito complexo. Penso que seja o campeonato mais difícil de toda a formação. Parece-me, pelo passado recente, que pode ditar regras que não são as mais verdadeiras. A equipa tem de ser muito regular, tem de manter o nível exibicional muito bom pois se tem o azar de ter algumas lesões e duas três semanas menos boas, isso pode ditar uma época. Isto porque a primeira fase é a uma volta, e podemos ter a capacidade e felicidade de ir aos play-off’s e assim garantir a manutenção direta, o que seria ótimo, mas também podemos falhar esse objetivo, ficar perto dos play-off’s mas ir para a fase de manutenção, o que torna muito difícil porque na mente dos miúdos não é fácil encarar essa realidade. A FPF devia rever o esquema dos sub-17, pois este formato tem vantagens para as equipas candidatas ao título, mas prejudica aquelas que chegam dos distritais e precisam de uma margem de manobra para poder aguentar neste escalão. Temos de nos preparar para esta realidade e contexto, que é a manutenção.

Têm agora a vantagem de jogar em casa…

Vamos procurar fazer do nosso espaço uma fortaleza, e tentar ter só vitórias, pois é esse o caminho que nos pode dar a tranquilidade final. Já há alguns anos que os clubes da formação no nacional jogavam numa casa emprestada e este é um fator de motivação, jogar em casa, perante o nosso publico, no nosso espaço, e vai intimidar os adversários, que nos vão ver de maneira diferente. Espero que esse seja um fator muito forte no conceito de equipa. E dentro disso mesmo temos de trabalhar organizar taticamente, ser fortes perante o nosso adversário e ter o nosso trabalho de casa bem feito.

É vantagem ou desvantagem a época imaculada dos juvenis no ano passado?

Foi um ano fantástico, onde fizemos uma temporada das melhores a nível nacional que qualquer clube possa ter feito, mas acima de tudo valorizamos jogadores, pois ganhamos com qualidade, com critério, com organização e a verdade é que esses mesmos atletas que transitaram para os sub-19 grande parte vai-se manter, e ficaram outros nos sub-17 que vão ser mais-valias esta época. A realidade é diferente do ano passado, e vamos lutar pela manutenção. Este escalão tem tido dificuldades ao longo dos anos e é importante manter a equipa pois o clube precisa de todos os escalões nos nacionais.

É motivante para estes jovens verem jogadores da formação assinar contratos profissionais?

Este é um processo longo, digo sempre que é uma caminhada que esta no seu início. O clube está na sua iniciação na formação, mas já dá excelentes condições, olha para os seus atletas de uma maneira mais coerente. Quando contratamos e propomos algo aos jogadores uma das coisas que dizemos é que o clube tem uma formação certificada, todos os escalões nos nacionais, uma equipa satélite no nacional e a equipa principal na Liga. Isso é sinónimo que o clube está com uma grandeza enorme. Claro que todos nós temos de caminhar com os pés assentes no chão e saber que o caminho é longo, pois os resultados só poderão ser benéficos se dermos continuidade nos próximos cinco anos, para que possam aparecer na formação outros ‘Mikas’ e outros jogadores que já assinaram contratos profissionais. Uma coisa a minha equipa sabe, que tem de ser um prazer enorme representar este clube, andar com este símbolo ao peito e ser jogador do Chaves obriga a muita responsabilidade e eles têm de perceber isso. É mais do que treinar e jogar, a parte social e pedagógica é importante no crescimento deles. Se juntarem tudo num só, estão mais perto do sucesso. Trabalhamos já com muita qualidade e exigência, e o clube está a crescer a olhos vistos, mas não se consegue tudo de um dia para o outro. As condições que nos dão, pela família que gere o clube, e o que fazem por ele… era impensável há uns anos atrás ter dois campos, juntando-se ao antigo, transportes adequados, espaços novos e o clube está no seu auge.

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