Autarquia de Montalegre recebeu e homenageou comitiva encarnada com “medalha do município”. Orlando Alves congratulou-se com “feito histórico para a região”.

A comitiva ‘encarnada’, composta pelos vice-presidentes Domingos Almeida Lima, Sílvio Cervan e Alcino António, foi recebida nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Montalegre e homenageada com a medalha do município, perante o olhar de muitos adeptos do Benfica, mas também do clube local.

Não faltou música a abrilhantar o momento, onde foi tocado o primeiro hino do Benfica, bem como um hino de Montalegre.

O dirigente do clube ‘encarnado’ Domingos Almeida Lima congratulou-se ainda com o facto de a partida a contar para os oitavos de final da prova ‘rainha’ do futebol português, ser em Montalegre, pois “promove a festa do futebol”.

“É assim que o futebol deve ser. Espero que estes jogos sirvam como pedagogia para que as pessoas se centrem mais no fenómeno desportivo do que em situações laterais e que afastam as pessoas do futebol”, destacou.

Uma “gripe forte” impossibilitou a presença do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, que estava inicialmente prevista na cerimónia.

O presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Orlando Alves, realçou o trabalho “de todos” para o jogo poder ser disputado na vila ‘transmontana’, destacando o facto de o Benfica “nunca ter posto em causa a realização do jogo em Montalegre”.

“Desde o fundador do clube até à atual direção, todos tiveram importância e, depois, houve também a sorte de termos uma prenda de natal antecipada e podermos receber um dos maiores clubes do mundo”, atirou.

Falando de um “dia histórico” para a região, Orlando Alves espera que “daqui a cem anos as pessoas que estiverem ainda revivam os momentos”.

Benfiquistas recebidos em festa

Orlando Alves prometeu uma “receção apoteótica” ao Benfica e adiantou durante a tarde estar a ser preparada uma “comitiva alargada” para receber o autocarro do clube de Lisboa, à entrada do concelho de Montalegre, e o momento de festa aconteceu mesmo.

Emigrantes fizeram questão de estar em Montalegre para receção ao Benfica

O encontro inédito entre o Montalegre e o Benfica para a Taça de Portugal de futebol levou o emigrante Joe Pinto a viajar desde o Canadá até à vila transmontana, para assistir hoje a “um momento único”.

O empresário radicado em Toronto, no Canadá, foi um dos muitos emigrantes que viajaram propositadamente para acompanharem de perto a partida. “Tinha uma viagem agendada para janeiro, mas, ao ver o sorteio, antecipei o regresso para poder estar no estádio”, destacou.

Adepto do clube da terra, que milita no terceiro escalão, mas também do Benfica, Joe Pinto não hesitou em atravessar o Oceano Atlântico e percorrer os cerca de 5.600 quilómetros que separam os dois países, pois “um jogo destes acontece uma vez na vida”.

O português natural de Parafita, no concelho de Montalegre, confessa que enquanto assistiu ao sorteio dos oitavos de final da Taça de Portugal pediu “ao pai natal para levar o Benfica a Montalegre”.

Para o emigrante a viver no Canadá desde os 13 anos, o Benfica visitar a região do Barroso é “incrível e para mais tarde recordar”, lembrando que “será difícil voltar a acontecer”.

Já desde Inglaterra, Ricardo Gonçalves também não ‘resistiu’ à visita de um ‘grande’ do futebol português a Montalegre e tirou férias para viajar e poder marcar presença no estádio.

“Quando o Montalegre chegou a esta fase disse que se calhasse um dos três grandes ia ver o jogo a Portugal e cumpri”, destacou o emigrante de 32 anos.

Amigo do presidente do clube, Paulo Viage, e do treinador, José Manuel Viage, o ‘barrosão’ lembrou que a partida “é um momento único”.

“Provavelmente, enquanto for vivo, não voltará a acontecer, por isso fiz questão de tirar uns dias de férias e poder estar no estádio”, contou.

Sempre atento ao desenrolar da vida do clube do Alto Tâmega através das redes sociais, Ricardo Gonçalves não esconde o desejo de ver uma surpresa, mas reconhece “a diferença muito grande entre as equipas”.

Diogo Caldas

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