A Igreja Paroquial de Santa Maria de Covas do Barroso, em Boticas, foi inaugurada depois de ter sido alvo de obras de restaurou e conservação.

O edifício do século XIII está classificado como Imóvel de Interesse Público e foi alvo de uma intervenção interior, com maior incidência no restauro e preservação das pinturas murais e do teto, bem como a recuperação do Coro Alto.

A cerimónia, que aconteceu a 3 de julho, contou, entre outros, com a presença do presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, do diretor da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), António Ponte, do presidente da Fundação Iberdrola, Fernando Sánchez, do presidente da Comissão da Fábrica da Igreja, Monsenhor Silvério Guimarães, e da presidente da Junta de Freguesia de Covas do Barroso, Lúcia Dias Mó.

As obras decorreram no âmbito do protocolo de execução do Plano Românico Atlântico 2015-2018, com o apoio da DRCN, Fundação Iberdrola e do município de Boticas e permitiram, por um lado, realçar os traços originais do imóvel e, por outro, valorizar a sua riqueza cultural.

O diretor da DRCN, António Ponte, referiu que “as obras realizadas foram possíveis graças ao interesse demonstrado por várias entidades em restaurar e valorizar este monumento”, destacando “a disponibilidade e importante contributo financeiro da autarquia na execução desta intervenção”.

Já o Monsenhor Silvério Guimarães demonstrou a sua satisfação por presenciar este momento.

“Confesso que este dia é para mim motivo de redobrada alegria porque se trata da exaltação pública, solene e oficial dos trabalhos realizados na igreja de Covas do Barroso. A obra está feita e posso afirmar que esta vai ser a maior recordação da minha passagem por esta terra como pároco”, disse o monsenhor.

Por sua vez, o presidente da Fundação Iberdrola afirmou que “a Iberdrola, enquanto empresa do setor elétrico, tem como propósito melhorar as condições de vida dos cidadãos e como marco de atuação o desenvolvimento sustentável, no qual se inclui a preservação do património artístico e cultural das populações. A intervenção nesta igreja é um magnífico exemplo do que se pode fazer para melhorar as condições de um monumento e, simultaneamente, ajudar os povos rurais”.

Por último, o presidente da Câmara de Boticas destacou a obra feita, referindo que “com a concretização desta intervenção são dados dois sinais evidentes de que a autarquia se preocupa com a preservação do património cultural, pois esta obra teve um investimento considerável, e valoriza a história e o legado deixado pelos nossos antepassados”.

O autarca aproveitou ainda a ocasião para “sensibilizar as entidades relativamente ao facto de o concelho de Boticas ter muito património arquitetónico e cultural que justifica ter o apoio dos organismos oficiais na sua preservação, conservação e valorização”.

Recorde-se que o Plano Românico Atlântico é um projeto que envolve o Ministério da Cultura de Portugal, a Junta de Castilla e León e a Fundação Iberdrola e que contempla o restauro e manutenção do património de arte românica existente em Portugal e Espanha, nomeadamente monumentos situados nas proximidades dos rios Douro e Tâmega.

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