A secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, esteve na quarta-feira, dia 29 de julho, no antigo centro de formação agrícola da Aldeia Nova, concelho de Montalegre, onde assistiu à apresentação do projeto do Centro de Acolhimento do SIPAM de Barroso, local onde será instalado um centro de estudo, divulgação, investigação e até de degustação dos Sistemas Importantes do Património Agrícola Mundial do Barroso (GIAHS/SIPAM).

O projeto tem um investimento de cerca de 900 mil euros, sendo financiada através de uma candidatura ao Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE) em 80%.

O presidente da Câmara de Montalegre referiu a importância deste projeto para o território de Barroso (Montalegre e Boticas), considerado como uma “âncora” para “um conjunto de iniciativas que vão ser potenciadoras de desenvolvimento, de criação de postos de trabalho e de fixação de pessoas”.

“Temos um território bonito e aprazível, devidamente infraestruturado. É preciso direcionarmos as nossas energias para este tipo de projetos. Temos um selo qualificativo que é preciso preservar. Isso só acontece se investirmos na valorização do território”, disse Orlando Alves.

Este centro de acolhimento do GIAHS/SIPAM “é uma oportunidade que pode alavancar outras atividades na área agrícola, rural ou turística”.

“Será um centro dinamizador do espaço da FAO no Barroso com todas as dinâmicas que estiveram por de trás desta distinção. Falamos da paisagem, dos produtos, da cultura, do ambiente, da água, etc. Queremos que seja um local onde as pessoas possam conhecer este projeto e possam ajudar a contribuir para a sua preservação”, sustentou António Montalvão Machado, secretário-geral da ADRAT

O processo conta com o apoio do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) na área da investigação de valências.

O presidente da Câmara de Boticas reconhece o “valor” do território e pede para que seja dada mais atenção à região.  

“Está provado que temos oportunidades e valor. Só queremos que nos ajudem. Temos uma classificação distinta e reconhecida. Temos produtos de altíssima qualidade. Estes territórios podem ser valorizados. A forma de produção dos nossos produtos é diferenciadora. Queremos fixar gente e isso só acontece com inovação e formação. Temos paisagens magníficas, mas se não houver gente degrada-se e perde-se. Temos oportunidades como é o caso da cobertura digital em todo o território. Só precisamos de um sinal de ajuda porque vontade temos muita”, sublinhou.

O centro será composto por sete edifícios dispersos por nove hectares.

No encontro, Isabel Ferreira, elogiou as “características únicas” da região e a “qualidade” dos produtos endógenos, assim como o trabalho desenvolvido pelos autarcas “que têm sabido, em parceria com as várias instituições, fazer consórcios com as diversas instituições que pensam estratégias para os territórios”.

“É preciso capacitar os territórios, fixar e atrair pessoas, criar dinâmicas que potenciem o emprego e, também, olhar para os recursos endógenos com uma perspetiva de exploração socioeconómica. O Governo está empenhado em apoiar esta classificação porque é um orgulho para todos nós”, sustentou.

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