Montalegre e Tarrafal, em Cabo Verde, passam a estar geminados depois da assinatura do protocolo que aconteceu no sábado passado, dia 5, nas instalações da autarquia barrosã.

Orlando Alves, em nome do concelho de Montalegre, e José Pedro Soares, líder do município do Tarrafal selaram “um dia histórico”, assim defendido por ambos. O grande pretexto deste acordo está centrado na figura de Bento Gonçalves, barrosão nascido na aldeia de Fiães do Rio, morto no campo de concentração cabo-verdiano e primeiro secretário-geral do Partido Comunista.
O presidente da Câmara de Montalegre explicou que esta geminação “pretende manter viva a chama dos ideais da democracia, assim como reforçar os laços de amizade para com um povo que foi colonizado por Portugal e a quem Portugal deixou em condições de vida difíceis e sem meios para estruturar o futuro que a independência colocou nas suas mãos”.
“Vamos criar fluxos de animação cultural, desenvolvimento turístico, económico e intercâmbio na formação dos jovens dos dois territórios. Temos que saber aproveitar os laços históricos que nos ligam, a cultura de que somos portadores e a língua que nos é comum para perpetuarmos os laços de fraternidade e cooperação”, salientou o autarca.
Finda a cerimónia protocolar, no dia em que se celebrava a Implantação da República, a comitiva rumou à zona histórica da vila do Barroso onde pode contemplar o impacto do património cultural do concelho.
Em dia de celebração, o presidente do município do Tarrafal adiantou que o antigo campo de concentração do Tarrafal – onde tombou Bento Gonçalves – vai avançar para uma candidatura a Património da Humanidade. José Pedro Soares avaliou com “nota máxima” o trabalho que está a ser feito em Montalegre, um “exemplo” que serve de inspiração para a musealização que será operada, para breve, no concelho cabo-verdiano.

 

 

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