Regressam os emigrantes, voltam as festas. De 6 a 17 de Agosto, o concelho de Montalegre vai estar em festa e eventos não vão faltar. Corrida de cavalos, chegas de bois, torneio de golfe, concentração de concertinas, recriação da rota do contrabando em Tourém e Vilar de Perdizes, malhada e segada em Paredes do Rio, espectáculos piromusicais e arraiais são algumas iniciativas que vão animar o concelho no “querido mês de Agosto”.

 

As Festas do Concelho de Montalegre arranca este sábado 6 de Agosto com a Corrida de Cavalos, a partir das 16 horas. O cartaz festivo do concelho barrosão é vasto, mas há sempre eventos mais concorridos e acarinhados pelo povo do que outros. É o caso das chegas de bois de raça barrosã, verdadeiro símbolo cultural do concelho, cujo torneio termina a 11 de Agosto. “A chega de bois é sempre o ponto alto” do convívio entre barrosões, confirma o presidente da Câmara Municipal de Montalegre. Depois, na terça-feira 9 de Agosto, centenas de emigrantes juntam-se para mostrar os dotes musicais na 4ª Concentração de Concertinas, onde os “grandes nomes” dos cantares ao desafio voltarão a marcar presença a partir das 22 horas, na Praça do Município. “É um dia de convívio entre mais novos e mais velhos”, refere Fernando Rodrigues.

 

Além da procissão religiosa, o autarca destaca ainda os espectáculos piro-musicais, amanhã, sabádo 6 de Agosto, e domingo 7 de Agosto, ambos à meia noite,  já que “atraem muita gente”. Na próxima quinta-feira 11 de Agosto, é Dia do Emigrante, que será animado com o “Baile de Verão” de um artista bem conhecido da música popular portuguesa, José Malhoa, às 22 horas, seguida da actuação do grupo musical Sol Nascente.

 

Outra grande actividade cultural é a Segada e Malhada do Centeio em Paredes do Rio, nos dias 13 e 14 de Agosto, promovidas pelo Ecomuseu de Barroso. ”Junta muitos emigrantes e apela à história e à memória”, refere o autarca. Há ainda a recriação da rota do contrabando em Tourém e Vilar de Perdizes, nos dias 12 e 13 de Agosto.

 

Além disso, o Ecomuseu continua de portas abertas todo o Verão com exposições permanentes. “É o repositório da nossa cultura, com a vida dos nossos antepassados e os emigrantes passam lá para matar saudades, sobretudo os mais velhos. Ouvem histórias antigas, vêem as alfaias agrícolas que já não se usam, revêem-se mais novos nas fotografias das aldeias, de casamentos ou actividades do campo”, remata Fernando Rodrigues.

 

Sandra Pereira

 

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