O flaviense foi um dos 18 concorrentes a participar no primeiro “Concurso Tiki” organizado em Portugal para eleger o melhor bartender do ano.

Rum, laranja, ananás, lima, maracujá e manga, com um toque de gengibre, foram estes os ingredientes que o flaviense utilizou para criar o cocktail que apresentou ao júri do concurso, constituído por cinco elementos de renome internacional. Urban Tiki foi o nome que decidiu dar à bebida, nome inspirado no bar onde está atualmente a trabalhar, em Valpaços.
“Este foi o cocktail vencedor entre os meus clientes. Antes de ir ao concurso criei quatro ou cinco cocktails para perceber qual seria o melhor para levar à competição. E este foi o que os meus clientes mais gostaram”, explicou o bartender.
Na primeira fase do “Concurso Tiki”, que decorreu no Porto, os participantes tiveram de preparar a decoração da bebida, que no caso do flaviense contou com várias frutas frescas acompanhadas de hortelã.
Esta foi a primeira competição em que Márcio Afonso participou e, apesar de não ter chegado ao pódio, o bartender, de 40 anos, considera que “foi uma experiência muito gratificante” e que ficou especialmente feliz por conseguir demonstrar que em Chaves também há espaço para a “cultura dos cocktails”, embora admita que ainda haja muito para fazer. Os cocktails Tiki são inspirados nas ilhas da Polinésia Francesa, confecionados à base de rum, com frutas exóticas e xaropes doces. No concurso, Márcio Afonso tinha apenas quatro minutos para fazer o cocktail e tinha ainda de contar a história da bebida.
“Foi um cocktail diferente, criado fora da caixa, com uma mistura de sabores entre o doce e o picante do gengibre”, referiu o flaviense. “Este concurso serviu para mostrar que em Chaves também somos capazes de fazer coisas muito boas na área dos cocktails e quero, por isso, colocar Chaves no mapa dos cocktails e no mundo dos bartenders”, salientou.
Márcio Afonso formou-se na Cocktail Academy, dirigida pelo master bartender Paulo Ramos, um dos principais promotores desta área em Portugal. Neste momento o Márcio tem o nível 2 de bartender.
O flaviense conta que decidiu profissionalizar-se nesta área porque, mais do que saber as quantidades que se devem usar, é importante saber aquilo que se está a fazer.
“Misturar bebidas não é só ‘misturar’, como muita gente pensa. É preciso ter cuidado com aquilo que se mistura porque estamos a falar de álcool e sem querer podemos por em perigo a saúde dos nossos clientes. Existe uma lei do álcool que deve ser respeitada”, destacou.
Em Chaves, o bartender diz que é especialmente no verão que as pessoas bebem mais cocktails, mas que existe uma enorme variedade de cocktails para serem consumidos nos meses mais frios do ano.
“O que por norma tem mais saída são os cocktails clássicos, como os mojitos, as caipirinhas, sex on the beach, tequila sunrise. Penso que se poderia beber outro tipo de cocktails se estes fossem mais divulgados, por exemplo numa carta de cocktails. Há já alguns bares que têm e sei que têm tido grande saída”, disse.
O preço elevado é apontado por muitos como o principal fator para não se optar pela escolha desta bebida. Porém, Márcio garante que essa é uma ideia errada e que depende muitas vezes “de quem está a gerir o bar”. “Se um gin, que esteve muito na moda, custa cinco euros, um cocktail também pode chegar facilmente a esse preço”.
Depois do último desafio ter sido concluído com sucesso, o bartender prepara-se para participar no festival de cocktails organizado ao longo de uma semana em Bragança, no início de abril, onde o flaviense colocará em destaque os sabores do Alto Tâmega.

Cátia Portela

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