Figura incontornável no desporto de duas rodas, o flaviense Hugo Santos prepara um regresso à competição em Portugal. Com mais de 20 títulos nacionais entre motocross e supercross, o “El Toro” é um dos mais titulados, mas irá voltar à competição em 2019, onde pretende realizar o nacional de enduro e fazer provas do campeonato de motocross e supercross.

“Esta decisão é somente para não estar parado e desfrutar da melhor sensação do mundo que é andar de moto e também claro pela competição”, conta o transmontano.

Ainda a reunir apoios para a nova temporada, Hugo Santos confessa que ao voltar a competir, os resultados estarão também na sua cabeça.

O flaviense espera também continuar a contar com o apoio da sua região: “é sempre bom ser relembrado pelos transmontanos até porque carreguei no peito até hoje um amor enorme a cidade de Chaves onde nasci”.

5 perguntas a Hugo Santos, piloto: “O sangue de competição corre-me no corpo”

A Voz de Chaves: Que objetivos para a nova temporada?
Hugo Santos: Os meus objectivos como piloto com mais títulos a nível nacional a par de Paulo Gonçalves, poderia até dizer que não tenho, mas como o sangue de competição que me corre no corpo diria que fazer uns pódios faz parte dos meus objectivos.

Como está a correr a procura de apoios?
Os apoios são muito escassos nos dias que correm. Por isso eu vou mandar alguns e-mails e marcar até umas reuniões com alguns amigos para tentar reunir algumas condições de trabalho para atacar os melhores resultados possíveis. Não conseguindo apoios irei na mesma participar com uma moto minha e levarei as coisas com mais prazer do que a competição em si.

Como viu a tua família, amigos e fãs esta decisão?
A minha família e amigos apoia me incondicionalmente como o sempre fez, eles têm a noção que nada era como antes, mas também têm a noção que com algum trabalho rapidamente vou discutir as corridas onde me envolver. Os fãs são sem dúvida alguma a razão de voltar, porque a cada dia que passa a cada evento que organize ou em qualquer corrida que participe eles estão lá para me apoiar naquilo que puderem.

Como correu a experiência nas seleções jovens ao serviço da FMP?
A minha experiência como treinador/selecionador da seleção júnior de motocrosse foi uma experiência muito boa para mim, fez me crescer muito como pessoa e fazer me tomar decisões que alguns aprovam e outros não. Retiro coisas muito positivas a nível de aprendizagem a nível europeu, que são horizontes que quero que os meus pilotos tenham no futuro. Agradeço a federação a oportunidade que me deu apesar de muita coisa nos ser condicionada.

Como vai a escola de formação?
A minha escola “Eltoroschool” e sem duvida o meu orgulho o meu projecto de vida. Sou a escola com mais provas dadas na formação de pilotos com mais títulos conquistados a nível nacional e com melhores resultados a nível europeu. Os meus atletas trabalham muito duramente todo ano para conseguir obter todos os seus objectivos e eu sinto um orgulho enorme neles. São também eles a razão de eu voltar a competir, claro que a minha escola é sem duvida alguma a minha maior prioridade, voltar aos campeonatos é importante porque treino miúdos com 6 anos e eles nunca me viram a competir e seria giro ver eles a puxar por mim.

Diogo Caldas

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