A Associação Portuguesa O Samurai organizou no passado dia 30 de Maio, terça-feira, uma aula da única luta corpo a corpo com origens Portuguesas – a Galhofa -, uma aula dada por José Bragada, docente do Instituto Politécnico de Bragança, que lecciona este tipo de luta.

Presentes na aula estiveram elementos da Associação O Samurai, Amao Mirandela e da Escola de Pankration de Chaves, que aprenderam as características deste tipo de luta, realizando ainda simulações de combate. “Pretendemos que se preserve e que se divulgue esta modalidade com mais de 2000 anos”, explicou Vítor Gomes, presidente da Associação O Samurai, partilhando ainda que este foi o objectivo expresso por todos os presentes.

José Bragada, é docente do curso de Ciências do Desporto no Instituto Politécnico de Bragança e introduziu no curso a disciplina deste tipo de luta. “A ideia que me cativou mais para impulsionar esta modalidade foi porque nasci numa das aldeias onde ainda se pratica a Galhofa, no concelho de Bragança. Cresci em convívio com este tipo de prática e surgiu-me a ideia de tentar reavivar este jogo de luta tradicional”, explicou o docente que esteve em Chaves a dar uma aula de demonstração.

 

Com características diferentes a galhofa é tipicamente transmontana

 

A característica mais importante é o equipamento, “pois o mais importante é as calças”, sendo permitido agarrar o adversário pelas calças. Ao contrário de muitos outros desportos de luta, na Galhofa não se procura a agressividade. “Não há tanta agressividade, pois o objectivo é derrubar mas sem métodos violentos, é um jogo bastante simples e o objectivo principal é que o adversário passe com as costas no chão. De resto todo o regulamento está baseado na não agressividade”, realçou José Bragada.

De resto, mais do que defender um desporto de luta, divulgar a Galhofa é também defender algo que é tradicionalmente português. “Que se conheça é a única modalidade de luta portuguesa. Todas as outras são baseadas em países asiáticos. É importante preservar porque é uma luta tipicamente portuguesa e como se costuma dizer temos de preservar o que é nosso”, concluiu o docente do IPB.

Sobre a aula que decorreu no ginásio da Escola Francisco Gonçalves Carneiro, o professor ficou satisfeito com o interesse dos participantes. “Foi mais fácil para eles perceberem pois já praticam modalidades com alguns pontos em comum com a Galhofa. Para eles é um jogo diferente porque os objectivos são diferentes e o equipamento é diferente mas penso que gostaram bastante”, afirmou.

Diogo Caldas

 

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