O Fórum Galaico-Transmontano fez a apresentação pública de uma direcção renovada e com novos projectos. A realização do primeiro Encontro de Escritores e Jornalistas do Alto Tâmega, Barroso e Galiza e a designação de um delegado em cada concelho da região são as principais novidades


Fernando Castro, presidente do Fórum Galaico-Transmontano, Paulo Alves, vereador da Câmara de Chaves e Luís Carvalho, vice-presidente da associação

Somos lusos-galaicos, com muito orgulho. É desta máxima que nasce a vontade do Fórum Galaico -Transmontano em promover uma cultura sem fronteiras e a querer começar o próximo ano com uma mão cheia de actividades. No passado sábado, 20 de Novembro, a associação cultural fez a apresentação pública da nova direcção, seguida de um magusto entre os sócios.

“Arregaçamos as mangas porque temos muito que fazer”, disse Fernando Rua Castro, que veio substituir Maria da Assunção Anes Morais na presidência da associação, estando a vice-presidência a cargo de Luís Carvalho. Nos planos da nova direcção para 2011, está a organização do primeiro Encontro de Escritores e Jornalistas do Alto Tâmega, Barroso e Galiza.

“No incentivo da leitura, escrita, pesquisa e investigação, vamos criar um ciclo de tertúlias, que começará em Verín em Janeiro e irá percorrer mensalmente um concelho do Alto Tâmega”, avançou também Fernando Castro. No ano passado, a associação, composta maioritariamente por professores, não registou muita actividade, mas este ano, para estar mais perto dos concelhos, foram designados delegados.

Fundado a 5 de Dezembro 2008, o Fórum conta hoje com cerca de 50 sócios e define-se como “actividade interdisciplinar virada para as escolas públicas e privadas”, que visa defender e preservar o património luso-galaico, recordar as tradições, crenças, usos e costumes”, nas palavras de Fernando Castro. Em representação da Câmara de Chaves, o vereador Paulo Alves manifestou o apoio da autarquia a esta iniciativa.

Sandra Pereira

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1 comentário

  1. A enorme riqueza cultural da nossa região, partilhada com um inegável passado, em comum, nas zonas fronteiriças, leva a que estas associações, devido às suas intenções, sejam de relevante importância. No entanto, deve haver todo um apoio por parte de toda a comunidade para fortalecer estas iniciativas. Aqui, as autarquias, o ensino e a comunicação social, têm um papel preponderante. Devemos dar aos nossos jovens todo o nosso legado, não devendo nunca permitir que ele desapareça, principalmente devido ao desinteresse colectivo que se tem vindo a instalar. A verdadeira qualidade de vida existente na nossa região, deve-se a um conjunto de factores que fazem parte da nossa cultura regional e das nossas vivências diárias. Deixarmos que isso desapareça, por não querermos entender e manter viva a nossa história, é assassinar uma pequena parte de nós. Muito mais há para comentar, mas esta preciosa região é de todos, pelo que cabe a cada um de nós fazer um juízo individual sobre a grande riqueza que temos, e que insiste, teimosamente, em desaparecer. Muitos Parabéns a este nosso Fórum.

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