O Teatro Experimental Flaviense vai abrir o Festival de Chaves no sábado, com a divertida peça “A criada do Tavares”. Na mesma noite, a Companhia de Teatro das Beiras apresenta “Entremezes” e no domingo o espetáculo é dedicado às crianças, com “O macaco do rabo cortado”. Para a semana há para ver “O urso e um pedido de casamento” e “Ser ou não ser”.

Chaves vai transformar-se num verdadeiro palco gigante para receber a segunda edição do Festival de Teatro de Rua, numa parceria entre a Câmara de Chaves e o Teatro Experimental Flaviense (TEF). Este ano o festival está maior, vai ter cinco espetáculos (apesar de ter menos um dia), e vai invadir o Largo General Silveira e também o Jardim Público.

Antes das peças de teatro subirem ao palco, o grupo de animadores do TEF andará pelas ruas da cidade, meia hora antes do início dos espetáculos, para dar a conhecer que o festival está prestes a começar.

No sábado, dia 10, pelas 21h, o TEF leva a cena “A criada do Tavares”, escrita pelo humorista André Brun. Esta peça foi por várias vezes apresentada ao público, mas adaptada à “A criada do Faustino” como forma de homenagear a adega mais famosa da cidade. No festival, surge, assim, a peça original, com cenários e roupagem nunca antes utilizados. A peça conta as peripécias de uma funcionária do restaurante Tavares, um espaço bastante importante e conhecido na capital portuguesa, que andava à procura do pai. Entretanto, essa personagem vai bater a uma casa onde supõe que vive o seu progenitor. Porém, os donos dessa casa são tudo menos normais e as peripécias que lá acontecem são do mais hilariante que há.

Mas não é só teatro que os flavienses vão poder ver no Largo General Silveira. Também haverá magia com o ilusionista João Francisco, prometendo impressionar a plateia com os seus números a partir das 22h. O teatro regressa a cena com “Entremezes” apresentado pela Companhia de Teatro das Beiras da Covilhã.

No domingo, o festival muda-se para o Jardim Público e dá a conhecer aos mais novos “as diabruras” de “O macaco do rabo cortado” protagonizado, pelas 16h, pelos atores do Teatro Nova Morada de Oeiras, grupo que tem vencido os principais prémios de teatro nacional e alguns internacionais.

No próximo sábado, dia 17, haverá mais teatro de rua, no Largo General Silveira, às 21h, com a peça “O urso e um pedido de casamento” de Anton Tchekhov, apresentado pelo TEF, também com nova roupagem. Seguir-se-á novo momento de magia com o ilusionista João Francisco e logo depois, às 22h30, é a vez da Companhia de Teatro Instantâneos de Sintra, que marca presença no festival pela segunda vez, subir a palco para apresentar a peça “Ser ou não ser”.

Para Rufino Martins, presidente do TEF, a organização deste festival de rua pelo segundo ano consecutivo vem demonstrar que os flavienses gostam de teatro e que vale a pena apostar em programações culturais do género.

“As pessoas estão cada vez mais interessadas em vir ao teatro”

“Quando apresentamos uma peça no nosso palco quase sempre temos a sala cheia. As pessoas estão cada vez mais interessadas em vir ao teatro. Com o festival os flavienses têm a oportunidade de assistir a peças de teatro de forma gratuita e de ver outras companhias de teatro profissionais a atuar, para além da nossa. Claro que isto só é possível porque temos a Câmara de Chaves a apoiar a iniciativa, caso contrário não seria possível suportarmos todos os encargos”, referiu o responsável.

A realização do Festival de Teatro de Rua permite aumentar a oferta cultural na cidade numa altura do ano em que a população do concelho duplica ou triplica com a chegada dos emigrantes e dos vários turistas que visitam Chaves.

“Esta é uma forma de presentear essas pessoas e de animar Chaves. A cidade tem muito para oferecer, aos de cá e aos de fora: tem monumentos históricos, boa gastronomia, programas culturais, ou seja, tem todos os ingredientes para atrair cada vez mais pessoas”, sublinhou o dirigente do TEF.

Na opinião do responsável, nos últimos anos os programas culturais na cidade flaviense têm tido maior destaque. Esta mudança de paradigma deve-se, sobretudo, devido à “insistência dos grupos” existentes em Chaves.

“Neste momento penso que os poderes políticos estão mais atentos ao trabalho desenvolvido pelos grupos da cidade, realizando-se por isso diversas atividades nas mais variadas áreas, onde a cultura também se encontra. A oferta hoteleira e de restauração a par da divulgação por parte dos meios de comunicação tem sido também preponderante para o enriquecimento cultural da cidade”, sustentou o presidente do teatro flaviense.

Rufino Martins acredita que hoje em dia a cultura produzida em Chaves não fica a dever nada à cultura que se faz em outras zonas do país. Os prémios atribuídos ao TEF, em iniciativas nacionais, são prova disso, nomeadamente a distinção de Rui Pinto como melhor ator, e demonstram que “temos conhecimento, capital humano de qualidade” e material, rematou o responsável.

Cátia Portela

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