Na passada sexta-feira, dia 11 de Fevereiro, o escritor flaviense Manuel Araújo apresentou o seu novo romance, intitulado “A Aldeia das Mulheres”, na Biblioteca Municipal de Chaves, onde estiveram presentes muitos amigos e convidados do autor. A apresentação da obra esteve a cargo da escritora infanto-juvenil, também ela flaviense, Sílvia Alves.

Aquando da sessão da apresentação do romance, o Presidente da Câmara reafirmou a vontade de o Município apoiar estas iniciativas, de modo a criar condições para que o livro e a leitura possam impor-se a outros meios. João Batista salientou a produção literária que tem existido no concelho, enriquecendo-o assim culturalmente, e onde, por ano, são apoiadas em média 10 obras de escritores locais ou referentes a Chaves.

Manuel António Araújo explicou aos presentes que escreveu a primeira frase da obra – “A enorme varejeira, como um cão treinado, guiou o padre Julião até ao cadáver” – há mais de 5 ou 6 anos e nunca mais pegou nela. Há cerca de seis ou sete meses, leu novamente a frase e achou que devia dar um livro. E assim fez.

Este romance de 170 páginas trata da história da aldeia de Pousos, a aldeia das mulheres, na qual vivem somente dois homens, o padre Julião e Simplício, este último com quase dois metros. O romance desenvolve-se a partir destas duas figuras masculinas juntamente com as mulheres carentes da aldeia (a única aldeia matriarcal nos anos 50 e 60 do séc. XX, em Portugal).

Segundo António Araújo, o escritor não é o pai do livro, mas sim mãe, com quem o livro nasce e cresce, por isso, e tal como uma mãe, o autor flaviense deseja que Deus acompanhe a sua obra e que seja feliz.

Embora reconheça que não é um escritor famoso, para a editora Lugar da Palavra, António Araújo é um dos melhores autores portugueses da actualidade.

Manuel António Araújo é licenciado em Românicas pela Universidade de Coimbra e mestre em Língua e literatura Portuguesas pela Universidade do Minho. É professor na Escola Secundária Fernão de Magalhães, em Chaves, e colaborador no Jornal “Semanário Transmontano”. Já publicou É tão cruel ter memória!, Colibri, A cidade do Patriarca, Pé de Página, e A Emancipação da Literatura Infantil.

Obteve o Prémio Nacional do conto de Eça de Queirós pela Câmara Municipal de Lisboa, em 1999, com o conto As Contrabandistas, o Prémio Revelação na modalidade de ensaio pela APE, em 2001, com a obra A Emancipação da Literatura Infantil, e o 2º prémio Nacional de Poesia Agostinho Gomes, em 2004.

Redacção

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