Perto do arranque da quarta temporada consecutiva no Valpaços Futsal, Antucho não podia estar mais satisfeito. Aos 32 anos, o farmacêutico de profissão, onde exerce na sua terra, La Gudiña, na Galiza, Espanha, confessa-se satisfeito pela equipa transmontana se manter forte para mais uma temporada na 2ª Divisão de Futsal. Sem pensar em outras propostas, e sem pensar em parar de jogar, o espanhol tem o sonho de jogar a fase de subida à 1ª Divisão ao serviço do Valpaços Futsal. Para a nova temporada, a previsão é de um equilíbrio forte na série dos valpacenses, mas garante que a equipa está preparada para ir à luta.

A Voz de Chaves: Vais começar a quarta época no Valpaços Futsal, esperavas jogar tanto tempo em Portugal?
Antucho Espinosa: Durante a primeira época, e depois dos primeiros meses na equipa, soube que ia estar ligado a este clube por um longo período de tempo. O pessoal é porreiro a forma como sou tratado é inquestionável. Por isso é que continuo a jogar aqui, é o principal motivo.

Como têm corrido todas estas épocas?
Tem corrido bem, não posso dizer que tem sido cinco estrelas, porque nunca conseguimos ir à fase de subida, mais a equipa tem feito grandes jogos contra clubes muito fortes. Não nos podemos esquecer que no Pavilhão de Valpaços temos recebido grandes equipas portuguesas, com o Quinta dos Lombos, o Viseu ou o Benfica…

Porque tens jogado em Portugal estes anos todos?
O motivo pelo qual eu vim para cá jogar é porque o Valpaços é uma equipa de alto nível, e é a equipa mais forte que tenho mais perto da minha terra… A juntar a isso o ambiente de Valpaços, das pessoas, no balneário, dos colegas de equipa, dos diretores, tudo isto me motiva a continuar cá.

Tens alguma história caricata ao longo destes anos todos no futsal?
Tenho muitas, pois o pessoal é engraçado. Nesta altura eu já sou um mais desta família, por isso as histórias são muitas. No final da época passada, alguns dos diretores e jogadores fomos juntos de férias… isso diz muito de como são as coisas na equipa. Estas viagens estão cheias de histórias cómicas.

“As muitas lesões condicionaram a luta pela fase de subida”

O Valpaços Futsal tem lutado pela fase de subida, o que tem faltado para conseguir?
Eu acho que a época passada foi a temporada mais forte que fizemos para alcançar esse objetivo da fase de subida. Em certos momentos foi por causa do azar (pois é sempre preciso ter um bocado de sorte) mas o motivo principal de não termos conseguido acho que foi as muitas lesões que jogadores importantes, como o Tiago e o Niko, por exemplo. Por causa disso, a qualidade dos treinos não foi a melhor em alturas decisivas.

O plantel esta época é mais forte?
Acho que a qualidade da equipa é praticamente a mesma da época passada. É certo que saíram grandes jogadores, como o Zé Maria e o Zé Carvalho, mas contamos com reforços para a equipa, e esperamos que eles se dêem muito bem no clube. Como equipa, se mantivermos esta qualidade que temos demonstrado, a cada ano será melhor pois ano após ano vamos ganhando experiência.

E o campeonato, está mais forte este ano?
A 2ª Divisão portuguesa é sempre forte. Quem conhece sabe bem que não há rivais fracos. De certeza que esta época será mais equilibrada do que nunca.

Voltas a trabalhar com Sérgio Martinez, é bom o regresso do técnico ao clube?
Para mim em particular é bom, pois conheço o treinador há muitos anos, bem como a forma de ele trabalhar. Quanto à restante equipa, penso que também será positivo, pois será mais fácil começar a trabalhar com velhos conhecidos do que com treinadores novos, isto pensando principalmente nos primeiros jogos do campeonato.

O Valpaços Futsal aposta mais forte no mercado espanhol este ano, pode ser importante?
Acho que não tem especial importância. Este ano, por circunstancias favoráveis, temos a sorte de contar com novos jogadores e calhou alguns deles serem da Galiza. Mas mais nada.

“Não penso noutra coisa que não seja jogar no Valpaços Futsal”

Como tem corrido a pré-temporada, tudo a postos?
Até agora tem corrido tudo bem. Podia ter corrido melhor, se não fossem as pequenas lesões em alguns jogadores, mas ‘batemos na madeira’ para que continue assim, todos a trabalharem bem, para que estejamos prontos para o arranque do campeonato.

O que fazes para além do futsal, qual é o teu trabalho?
Sou farmacêutico de profissão. Tenho uma farmácia na minha localidade.

É fácil conciliar o futsal e trabalho?
No meu caso particular é um bocado mais fácil do qualquer outro farmacêutico, pois trabalho num negócio familiar. Trabalho com a minha mãe e irmã, e então podemos repartir o trabalho, e organizar de forma a que possamos ter outras atividades. No meu caso, dedico o meu tempo restante ao futsal.

E as viagens para Valpaços? É desgastante, cansativo?
Eu vou lá treinar dois dias por semana e depois tenho o dia de jogo ao fim de semana. No inicio era difícil, mais agora já estou habituado e já é algo normal para mim.

“Vou jogar ate que as pernas digan ja!!!”

Tens 32 anos, até quando queres jogar?

Toda a minha vida foi vivida no desporto, principalmente do futsal. Como se fala na minha terra: “vou jogar ate que as pernas digan ja!!!”. Ainda não pensei no assunto sequer… Eu sei que o nível da 2ª Divisão é muito exigente, então terei que pensar no meu futuro quando o corpo já não conseguir ou quando não seja compatível com outros aspetos da minha vida.

Pensas voltar a jogar em Espanha ou continuar no Valpaços Futsal?
Pela situação que tenho hoje em dia, não penso em outra coisa que não seja o Valpaços Futsal.

Tens tido propostas de outros clubes, campeonatos?
Sim, tenho tido boas propostas… E algumas de outros clubes portugueses. Mais a minha situação laboral e pessoal faz com que me sinta muito confortável em Valpaços. Posso morar na minha terra, jogar ao mais alto nível e isso é muito importante para mim.

Perguntas rápidas
Clube preferido
– Não tenho um clube preferido
Campeonato preferido
– 1ª Divisão espanhola
Jogador preferido
– Alemão (atualmente retirado da competição)
Sonho no futsal
– Jogar e ganhar a fase de subida com o Valpaços Futsal

Diogo Caldas

loading...
Share.

Deixe Comentário