Mais do que um evento na moda, o Aquae Flaviae Night Running é já uma certeza. Cerca de 1350 inscritos divertiram-se a correr ou caminhar. A 17 de agosto estreia-se a Montalegre Night Running.

Ao quinto ano o Night Running de Chaves bateu o recorde de participantes, que quer na corrida de 13 km, quer na caminhada de 7 km, tiveram um fim de tarde, inicio de noite, diferente.

Desde a habitual partida, junto ao E.Leclerc, até à passagem por monumentos históricos, como o castelo ou os dois fortes, a passagem pelo estádio foi um momento alto.

“De ano para ano temos superado todas as expectativas, o número de participantes tem crescido de ano para ano e o feddback que nos têm chegado por parte dos participantes é que ficam encantados com a prova e com a cidade, prometendo voltar no ano seguinte e trazer mais amigos e familiares”, destacou Tiago Pona da Costa, da organização.

Com o objetivo de “referenciar Trás-os-Montes no âmbito do atletismo”, a organização a cabo da Associação de Desporto Aquae Flaviae quer “organizar mais provas deste género”.

“Os participantes vêm das variadas zonas do país e mesmo de Espanha, este ano notou-se especialmente o crescente número de participantes vindos de fora. No entanto conciliar a vida profissional torna-se complicado, pois fazemos isto como um hobby, mas um hobby que nos tem dado muito gozo e enche-nos de orgulho a dimensão que esta prova já atingiu”, realçou.

Certo é que além de flavienses e transmontanos, um pouco de todo o país chegaram atletas. De Lisboa, Pedro e Carlos, do clube Os Belenenses, tiraram férias para rumarem a Chaves e participarem.

Espetador atento mas já com a promessa de voltar a competir na edição de 2020, o presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, também destacou “a cada vez maior capacidade de atracão”.

“Há uma organização mais profissional, sem o ser, e é uma oportunidade de Chaves se dar a conhecer. A população está a aderir, há mais gente na rua e a organização está de parabéns”, destacou.

Vencedores de Chaves

O flaviense Carlos Ferreira, de São Salvador do Campo, venceu a prova de 13 km com 48.56 segundos, à frente de Diogo Migueis, Mondim Atletismo, e António Campos, CTM Vila Pouca.

Na sua estreia na prova, embora não seja o estilo preferido de corrida, Carlos Ferreira chegou e venceu.
“Correu bem, dei o meu melhor e venci. Participou muita gente de fora, de Lisboa, de Santo Tirso e esta é uma boa maneira de mostrar a cidade”, vincou.

Já no sector feminino, a atleta de Montalegre, residente em Chaves, Rafaela Bento, do CTM Vila Pouca, levou a melhor com 1.03,05 segundos, à frente de Céu Costa e Fátima Amoinha, ambas do Chaves Running Team.

A vencedora, habitual presença na prova, tinha conquistado um pódio no ano anterior, mas agora levou a melhor, apesar das dificuldades sentidas.

“Como sou da terra, apesar de cansada de outra prova, pois faço mais trails, tinha de vir participar e felizmente correu bem”, destacou.

O Crossfit de Chaves, com 109 inscritos, foi a equipa mais representativa no evento, arrecadando esse prémio.
Já o Chaves Running Team participou com 33 atletas, 19 na prova competitiva: Céu Costa e Fátima Amoinha já mencionadas, Diogo Machado, 5.º no escalão, 10º na geral, Luís Rodrigues, 6.º no escalão e 15º na geral, Norberto Costa, 4.º no escalão e 31º na geral, António Magalhaes, 15.º no escalão e 36º na geral, Gonçalo Morais, 16.º no escalão e 38º na geral, Artur Dias, 7.º no escalão e 40º na geral, Carlos Borges, 27.º no escalão e 67º lugar na geral, Fernanda Tavares, 4.º no escalão e 5.ª na geral feminina, Carlos Pires, 17.º no escalão e 141º lugar na geral com 1h013minutos, Fernanda Carneiro, 2.º no escalão e 13.ª na geral feminina, José Carreira, 72º no escalão e 155º lugar na geral, Solange Rodrigues, 4.º no escalão e 20.ª na geral feminina, AMITAF Afonso, 7.º no escalão e 5.ª na geral feminina, Maria Costa, 10.º no escalão e 39.ª na geral feminina, Nilza Figueiredo, 11.º no escalão e 40.ª na geral feminina, Fátima Chaves, 12.º no escalão e 41.ª na geral feminina e Alexandrina Oliveira, 8.º no escalão e 45.ª na geral feminina.

Evento solidário

A prova teve como habitualmente uma componente solidária, pois além de ajudar as duas corporações de bombeiros locais e a Associação Amigos Animais de Chaves, contribuiu também para ajudar o Mateus, o bebé sorriso.

Após a prova, a organização, que oferece na meta um pastel a cada participantes, distribuiu ainda os restantes pastéis por várias organizações e instituições.

Medalha para completar em Montalegre

Cada participante teve direito a uma medalha, que pode ser ‘completa’ ao participar na 1ª edição da Montalegre Night Running, que se realiza a 17 de agosto e tem a mesma organização.

“Será uma estreia. As pessoas ficaram com ‘água na boca’ para conhecer a prova e poder juntar o Puzzle das medalhas. Montalegre é uma terra de misticismo, logo um corrida noturna numa terra que tem o encanto das bruxas terá outro sabor. Os preparativos correm, tal como em Chaves, pois já está incutido na associação a organização deste tipo de provas”, contou Tiago Pona da Costa.

Diogo Caldas

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