O Hospital de Chaves está sem mamógrafo desde fevereiro de 2018, depois deste ter avariado, obrigando os doentes a percorrerem entre 70 a 100 quilómetros para a realização do exame. Os deputados do grupo parlamentar do PSD questionaram ministra da Saúde sobre ausência do equipamento.

Após avaria do mamógrafo, o Hospital de Chaves, unidade pertencente ao Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), perdeu a capacidade de realizar mamografias, obrigando os doentes dos concelhos de Chaves, Montalegre, Boticas, Valpaços e de algumas localidades do concelho de Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena que integram a área de abrangência da referida unidade, a deslocar-se até à Unidade de Vila Real, a fim de poderem realizar o exame em causa, explicam os deputados do PSD.

Segundo os responsáveis, “a realização de mamografias pode estar comprometida, não só pelos custos associados à deslocação até à Unidade de Vila Real, como pelas fracas acessibilidades existentes na região. Com efeito, a cidade de Chaves dista 70 km de Vila Real, enquanto outras localidades deste e de outros concelhos distam mais de 100 km”.

Os deputados já tinham questionado o Ministério da Saúde sobre esta ausência, e na altura o ministério salientou que “atualmente a capacidade instalada no CHTMAD permite dar resposta assistencial a todos os que necessitam deste tipo de exame. Com efeito, o mamógrafo da Unidade de Vila Real, encontra-se a laborar em percentagens inferiores a 50%, dando resposta a todos os doentes do CHTMAD, pelo que não se justifica a aquisição de novo equipamento (…). Supletivamente, a ARS do Norte continua, mediante cooperação com a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a realizar rastreio do cancro da mama (…)”.

A agravar, acrescentam os deputados do grupo parlamentar do PSD, acresce que as unidades de rastreio da região de saúde do Norte encerraram, em março passado, devido à pandemia da COVID -19 e, adicionalmente, a falta de acordo entre a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a ARS Norte impediu a reabertura destas unidades até à presente data, levando ao adiamento de milhares de exames fundamentais para o diagnostico/monitorização de patologia mamária.

No documento enviado à ministra da Saúde, os deputados querem saber para quando o funcionamento das Unidades de Rastreio do Cancro da Mama no distrito de Vila Real e se o Ministério da Saúde considera que o mamógrafo integrante do SNS, que dista 70/100 km para a população do Alto Tâmega, permite dar uma resposta adequada aos utentes, uma vez que, na opinião dos responsáveis, a proximidade e humanização dos serviços encontra-se cada vez mais distante das localidades de baixa densidade territorial, e mais uma vez aumentam-se as desigualdades de acesso ao Serviço Nacional de Saúde.

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