O corpo do jovem militar desaparecido na madrugada de quarta-feira-feira no rio Tâmega foi retirado das águas, por volta das 10h50 desta quinta-feira, pelas equipas de buscas que esta manhã tinham retomado as buscas e já foi transladado para a morgue do Hospital de Chaves.

O cadáver do militar de 20 anos desaparecido no rio Tâmega foi encontrado hoje, quinta-feira 17 de Março, por volta das 10h50, debaixo da Ponte Nova, a cerca de 500 metros das poldras, local onde caiu ao rio na madrugada de quarta-feira. O corpo estava prostrado no fundo do rio e foi avistado por um popular. No total, estiveram envolvidos nas operações 68 homens, entre bombeiros, militares do RI 19 e oito funcionários da Câmara Municipal de Chaves.

“Não era um lugar improvável”, considerou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública de Chaves, José Carlos Silva, uma vez que estava previsto as equipas de mergulhadores procurarem na zona durante o dia de hoje. O facto das duas comportas do rio terem estado abertas durante toda a noite permitiu que o caudal do rio baixasse e facilitou o avistamento do cadáver por passantes em cima da Ponte Nova. Segundo indicações dos mergulhadores, o corpo estaria preso a uma raiz.

“O trabalho foi feito pelos bombeiros e pela protecção civil que estavam no local com conhecimentos técnicos que permitem focalizar nos sítios onde há maior probabilidade de encontrar o corpo. Foi o que aconteceu”, considerou o Coronel Megre Barbosa, do RI19. Os sete militares que acompanhavam o jovem natural de Pinhal Novo na altura do acidente receberam tratamento psicológico no Hospital Militar do Porto, mas “já estão a regressar ao quartel”, informou ainda o Coronel. A família do jovem acompanhou as operações de buscas em Chaves e também está a receber apoio psicológico. “O RI 19 criou todas as condições para que a família acompanhasse de perto, mas de forma resguardada esses acontecimentos”, garantiu o Coronel.

Durante uma saída entre colegas e num momento de brincadeira, o jovem tentou atravessar as poldras, que estavam submersas de água, mas ter-se-á desequilibrado e caído ao rio. Quatro dos sete colegas ainda o tentaram socorrer, sem sucesso, e dois acabaram internados no Hospital de Chaves com hipotermia. “Na própria altura em que o militar teve aquele acto irreflectido de atravessar o rio naquela situação, os militares do regimento que estavam com ele, prontamente e sem pensar no próprio perigo que iam correr, atiraram-se à água para o tentar salvar. Isto demonstra toda a camaradagem, companheirismo, o espírito que se vive entre os militares em termos gerais, e em concreto na força que está neste momento no RI 19”, comentou o Coronel Megre Barbosa.

O Coronel do RI 19 já informou que o Comando da Brigada de Intervenção de Coimbra irá abrir um inquérito sobre o acidente, seguindo os trâmites normais nestes casos. “São situações em que se perde uma vida e tem que se apurar tudo aquilo que aconteceu e como aconteceu”, explicou o Coronel Megre Barbosa. Agora, “vamos continuar a viver a saudade de um camarada nosso, que era nosso militar, que tínhamos muito gosto que continuasse entre nós e cumprisse a missão connosco até ao final”, rematou.

O militar de 20 anos pertencia à Unidade de Manutenção do Entroncamento, mas estava no RI19 há dois dias a realizar um exercício de preparação militar com a duração de um mês.

Sandra Pereira

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