O saldo da balança comercial de bens produzidos da região do Alto Tâmega é positivo, impulsionado sobretudo pelos concelhos de Valpaços e Vila Pouca de Aguiar. 

A Pordata – projeto da Fundação Francisco Manuel dos Santos, base de estatísticas certificadas sobre Portugal, os seus municípios e a Europa – publicou recentemente os dados relativos ao saldo da balança comercial de bens produzidos em todos os municípios do país.
No ano passado (2019) o saldo comercial de bens produzidos no Alto Tâmega era de 14 538 641 euros, tendo aumentado comparativamente ao ano anterior, que tinha sido de 13 952 643 euros. Ou seja, foram mais os bens exportados do que os bens importados. Os concelhos que mais contribuem para este valor são os municípios de Valpaços e de Vila Pouca de Aguiar.
Em 2018 o saldo registado em Valpaços era de 21 261 465 euros. No ano passado este valor diminuiu, no entanto, continua a estar acima da média da região: 19 635 285 euros. Assim, Valpaços contribui com 135% para o saldo da balança comercial de bens do território do Alto Tâmega, assumindo-se, segundo nota da autarquia, “como um concelho produtor e exportador, onde a força dos produtos da terra tem demonstrado a capacidade produtiva” do mesmo. Para além de surgir na primeira posição a nível do alto Tâmega, Valpaços ocupa a segunda posição ao nível de Trás-os-Montes, batido apenas pelo município de Bragança.
Em Vila Pouca de Aguiar, no ano de 2018 o valor registado era de 6 782 921 euros, e em 2019 aumentou para 6 886 879 euros. Este município ocupa o quarto lugar ao nível de Trás-os-Montes.
O terceiro município que mais contribui para o saldo positivo do Alto Tâmega é o de Ribeira de Pena. Apesar de ter diminuído de 640 150 euros (2018) para 129 482 euros (2019), continua a ter um salto positivo, e está em 15º lugar na tabela do saldo dos municípios que compõem a região de Trás-os-Montes.
Os restantes três concelhos que compõem o território apresentam resultados negativos: Boticas conseguiu ver o seu saldo comercial subir de -359 732 euros, em 2018, para -58 617, em 2019; a seguir vem Montalegre, que viu o seu saldo diminuir de -695 987 (2018) para -1 582 766 (2019); por fim vem o município de Chaves que também viu o seu saldo comercial aumentar, mas continua em valores negativos, passando de -13 677 174 (2018) para -10 471 622 euros (2019). No que diz respeito à tabela de Trás-os-Montes, Boticas encontra-se em 17º lugar, Montalegre em 20º e Chaves ocupa o penúltimo lugar da tabela em 25º.
A nível nacional, Valpaços ocupa o 66º lugar, Vila Pouca de Aguiar aparece em 102º lugar, Ribeira de Pena está em 162º lugar, Boticas surge em 180º lugar, Montalegre em 214º lugar, e Chaves figura no 249º.

Concelhos divergem também na percentagem de dormidas

A Pordata partilhou ainda dados da “Proporção de dormidas nos alojamentos turísticos entre os meses de julho e setembro”, referentes ao ano de 2019, representando onde foi maior e menor a percentagem de noites passadas pelos turistas durante o verão face ao total anual de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros como pensões ou hotéis.
O território do Alto Tâmega registou uma descida de 0,7 pontos percentuais do ano 2018 (37,1 %) para 2019 (36,4 %).
Valpaços foi o concelho do Alto Tâmega que registou uma subida mais significativa: em 2018 registava 26,0 % de dormidas e em 2019 registou 38,8 %, resultando numa subida de 12,8 %.
Em sentido contrário está Montalegre, que foi o concelho da região com a maior perda de pontos percentuais, passando de 43,5 % em 2018 para 35,6% em 2019 (descida de 7,9 %).
Ribeira de Pena viu as dormidas aumentarem: em 2018 era 31,1% e em 2019 foi de 32,9% (subida de 1,8%).
O concelho de Boticas também registou uma subida das dormidas, passando de 37,2 % em 2018 para 38,5 % em 2019 (subida de 1,3%), bem como o concelho de Vila Pouca de Aguiar, que aumentou de 33,3 % em 2018 para 34,7% em 2019 (mais 1,4%).
O concelho de Chaves registou um decréscimo na percentagem das dormidas: em 2018 era de 38,8% e em 2019 o registo é de 37,3% (menos 1,5%).

Maura Teixeira

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