A um mês de começar a competição oficial a equipa flaviense tem o plantel reforçado com jogadores experientes e habituados à primeira divisão. Treinador quer fazer campeonato tranquilo e atletas esperam ir vencendo jogo a jogo. Equipa de juniores vai ser criada esta época.

A contar os dias para a estreia na 2ª divisão, o Chaves Futsal  trabalha no pavilhão municipal. A equipa comandada por António Aires vai realizar durante as próximas duas semanas treinos bi-diários, de manhã e à tarde.

Os reforços já são conhecidos e a maior parte vem da primeira divisão. Rafa e Paulo Duarte chegam da AAUTAD/RealFut, clube que abandonou as competições da Federação Portuguesa de Futebol. Neyzinho e Ricardinho chegam do Mogadouro, enquanto Vinicius vem da Fundação Jorge Antunes. Paje, que na época passada jogava na equipa da AD Flaviense, é também reforço.

No próximo fim-de-semana a equipa do Chaves Futsal desloca-se até Viseu para começar os jogos de preparação, participando no torneio onde jogam, além da equipa da casa, o Boticas e o Nelas. No dia 11 de Setembro, sábado, há jogo em casa contra o Macedense e no dia 19, num domingo, o Chaves participa num torneio triangular, onde participam além do anfitrião, o Contacto Futsal, a equipa do FC da Foz. No dia 25 está marcado o jogo de apresentação do Chaves Futsal aos sócios  contra o Freixieiro.

O calendário da 2ª divisão nacional já é conhecido. A competição inicia-se a 9 de Outubro e o Chaves Futsal começa em casa a estreia oficial neste escalão, defrontando a equipa da Junqueira, também ela recém promovida da terceira divisão. Na segunda jornada o Chaves joga fora com a equipa FC da Foz. No fim-de-semana anterior, no dia 2 de Outubro, há a primeira eliminatória da Taça de Portugal.

Para o capitão, “trabalho” é a palavra de ordem

Carlinhos está a cumprir a terceira época ao serviço do Chaves Futsal e este ano assume a braçadeira de capitão da equipa, numa altura em que a formação flaviense prepara a estreia na primeira divisão.

“Espero cumprir com os objectivos que a direcção nos impôs e dar o contributo. Tudo se conquista através do trabalho e se o trabalho for bem feito podemos alvejar alguma coisa. Ainda são os primeiros treinos, ainda nos estamos a conhecer. A partir daqui é ver a disponibilidade de cada um para trabalhar e chegar às conquistas”, afirmou Carlinhos.

Quanto às novas contratações do clube, o capitão mostra-se contente com os nomes, mas refere que só isso não chega. “São óptimos reforços, óptimas pessoas. Acho que a equipa está bem preparada em termos de nomes e volto a referir que o trabalho tem de ser feito. Tem que se trabalhar”, atirou Carlinhos.

Conhecedor da 2ª divisão nacional, onde já jogou no Piedense, AAUTAD/Realfut ou Macedense, Carlinhos considera que as diferenças são muitas. “A diferença é que o nível é outro. O futsal praticado é muito diferente, é quase outra modalidade por assim dizer”, explicou Carlinhos, concluindo que “o objectivo é ganhar jogo a jogo.” “Não podemos pensar em manter ou subir ou lutar para não descer. Temos é de trabalhar para em cada jogo lutar pela vitória”.

Plantel Chaves Futsal 2010/2011

Tiago, Cepeda e Tiaguinho (Guarda-redes); Carlinhos, Rafa (ex-AAUTAD/RealFut), Paulo Duarte (ex-AAUTAD/Realfut), Ricardo (ex-Mogadouro), Passarinho, Barroso, Fisgas, Domingos, Vinicius (ex-Mogadouro), Neysinho (ex-Fundação Jorge Antunes) e Paje (ex-ADFlaviense)

Equipa de juniores vai avançar

e poderá chegar aos seniores mais uma contratação

O presidente do Chaves Futsal, António Borges, garantiu À Voz de Chaves que vai ser criada esta época uma equipa de juniores. “A equipa já está inscrita”, afirmou o presidente, acrescentando que também já têm referenciados os jogadores que vão fazer parte da equipa.

“As dificuldades prendem-se agora com o horário do pavilhão”, explicou António Borges, garantindo que mal tenham um horário definido os jogadores serão contactados e os treinos iniciar-se-ão.

O treinador da equipa principal, António Aires, será o coordenador deste departamento das camadas jovens. “Tudo será tratado internamente”, explicou António Borges, referindo que espera ver a situação resolvida até final de Setembro.

Sobre a equipa principal, António Borges referiu ainda que poderá chegar mais um reforço para o plantel. A equipa ainda não está fechada e poderá haver necessidade de “um reajuste” no Chaves Futsal.

“Não gosto de perder seja em que equipa estiver ou contra quem

estiver a jogar”

Depois de sete anos ao serviço da AAUTAD/RealFut, Paulo Duarte muda-se agora mais para norte. O jogador explicou que o que o fez vir para o Chaves Futsal foram as pessoas e o projecto. “Tenho aqui alguns amigos, da UTAD ou dos torneios da região. Além do mais, acho que é um projecto aliciante. Para uma equipa que nunca esteve a este nível. Quero fazer o melhor que estiver ao meu alcance e ajudar a equipa nos seus objectivos”, afirmou Paulo Duarte.

O reforço da equipa flaviense começou a carreira na equipa universitária da AAUTAD, mas rapidamente se afirmou na equipa principal, vivendo os momentos bons e maus do clube durante sete anos. Paulo Duarte define-se como um tipo de jogador que não gosta de perder, “seja em que equipa estiver ou contra quem estiver a jogar, nem mesmo a brincar”.

Quanto aos objectivos da sua nova equipa, Paulo Duarte pretende “jogar para ganhar todos os jogos”. “Se ganharmos todos os jogos mais para a frente se verá quais são os verdadeiros objectivos, quem sabe uma subida de divisão, algo que o Chaves nunca conseguiu e que seria engraçado para a cidade”.

A jogar futsal pelo prazer que lhe dá, Paulo Duarte não esquece o fim da equipa principal da AAUTAD/RealFut, que agora tem só a equipa universitária, considerando mesmo que este desfecho foi um erro para a cidade. “Estive 7 anos e parece que sempre que íamos para a 1ª divisão havia problemas. Já tinha estado para fechar e fechou agora. Acho que houve erros tanto da UTAD como da Real Fut”, explicou Paulo Duarte, acrescentando que “houve jogos na TV, nos jornais desportivos. Toda a gente conhecia a UTAD pelo futsal e é triste como é que se acaba com uma secção que tantas alegrias deu a tanta gente. Que custou a construir a muitos”, atira o jogador.

António Aires, treinador do Chaves Futsal

Fazer um campeonato tranquilo”

Chegou ao Chaves Futsal o ano passado viu e venceu. António Aires levou a equipa Flaviense à segunda divisão aconselha agora à humildade pretendendo continuar ainda um projecto de formação no clube

A Voz de Chaves: Com que expectativas parte para esta nova época?

António Aires: O Chaves está pela primeira vez na II divisão e acho que é preciso ter a humildade de encarar isso com naturalidade, ou seja, acho que temos um grupo que nos dá esperanças. Aquilo que a direcção pediu foi para realizar um campeonato sem percalços e o grupo foi montado para isso

.

Não precisa de reforços?

Não. Neste momento é um grupo suficiente para encarar a luta pela manutenção o mais rápido possível sem nenhum medo de última hora porque penso que esta série A vai ser muito competitiva.

Conhece bem a Série A da segunda divisão, como a define?

O ano passado como estava na 3ª divisão desliguei-me um pouco mais da 2ª. [A Série A]. Tem o senão que a Académica e o Lameirinhas vieram para a nossa série, principalmente a Académica que anda sempre a lutar pela subida e acho que é a equipa mais forte desta nossa divisão. Mas  penso que vai ser um campeonato muito competitivo, julgando por aquilo que as equipas apresentaram até ao momento.

Vai haver equipa de juniores?

É uma pergunta que tem de ser feita à direcção. Era um sonho que eu gostava. Não só de juniores, mas de todos os escalões porque é assim que se trabalha, tendo em vista o futuro.

Está para ficar no Chaves Futsal e com ideias de construir um projecto sólido?

Se assim o desejarem, se a minha pessoa for vaálida neste projecto, podem contar comigo. Seria fundamental e essencial [a construção da formação]. Porque a formação é por assim dizer o fruto daquilo que um dia mais tarde vamos colher e se começarmos a semear de certeza mais tarde no futuro, o vamos colher.

Pajé

Do Distrital para a II Divisão

Dois anos a jogar futsal no campeonato distrital bastaram para que Pajé esteja agora num campeonato nacional e logo na segunda divisão. “É muita responsabilidade, mas gosto porque é um desafio para mim, enorme mesmo. Vim de uma distrital e há dois anos andava ainda nos pelados, agora estou a jogar numa segunda divisão”, confessou o antigo jogador da AD Flaviense.

Depois de ter feito a formação no Alijó e na AD Flaviense, em futebol, Pajé  acabou por apostar há dois anos no futsal. Porquê? O atleta explicou que “gosta de ter a bola no pé”, considerando o futebol “muito pontapé para a frente”.

Agora no Chaves Futsal, Pajé não esconde que era um sonho que tinha. “Eu sempre trabalhei e nunca escondi a ninguém que o meu objectivo aqui no futsal sempre foi chegar ao Chaves e este ano consegui. Se calhar fruto do trabalho fruto das pessoas que me acompanharam e me deram a oportunidade”, explicou Paje, aproveitando para agradecer a todos os treinadores que o acompanharam no futsal.

O jogador de 24 anos espera agora crescer como jogador. “Quero aprender com esta gente que aqui está, que é gente muito séria do futsal. Quero aprender com eles e com a experiência deles e o mais rápido possível tornar-me um deles sem dúvida. Eu sei que tenho a minha qualidade, mas a experiência não é a mesma”.

A ambição passa por ir vencendo jogo a jogo. “Se tivermos que perder que seja só um e que seja o último”, concluiu.

Diogo caldas – dcaldas12@gmail.com

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