Nuno Vaz, presidente da Câmara Municipal de Chaves, fez uma breve análise dos dados apresentados pela PORDATA, alguns dos quais são indicadores positivos.

Nos dados estatísticos partilhados é notória uma diminuição demográfica: em 2010 havia em Chaves 41 561 habitantes, em 2018 eram 39 423, e no ano de 2019 este número situava-se nos 39 344.

Esta é uma tendência observada em todo o país, pois a nível nacional, e num espaço de menos de dez anos, o número de habitantes passou dos 10 573 100 para os 10 283 822. Apesar destes resultados projetados, o autarca flaviense refere que o concelho de Chaves está a atrair pessoas e explica: “Se fizermos uma operação aritmética muito simples entre os nascimentos e os óbitos (saldo natural) percebemos claramente que Chaves consegue atrair população. A média anual do saldo natural ronda os – 280, mas em Chaves a média por ano da perda de população ronda as 220 pessoas. Na prática, sendo o saldo natural anual (média) de -280, e se perdemos 220 é porque estamos a ganhar 60. Parece uma análise muito esquisita, mas é verdade. Ou seja, Chaves, pese embora a perda populacional, ainda assim está efetivamente a atrair pessoas. Este é um elemento de alguma esperança e que se porventura houver políticas europeias, nacionais e regionais de incentivo à natalidade, mas sobretudo se a nossa conceção de vida e a organização de sociedade se alterarem, e também se houver maior cooperação entre o que é a vida familiar e vida profissional, estou convencido que naturalmente poderemos ter aqui uma evolução favorável e Portugal poderá deixar de ser um dos países com menor taxa de natalidade”.

Ainda numa lógica demográfica, o edil flaviense destaca o facto de a população estudantil ter vindo a diminuir. No entanto, para Nuno Vaz o número de estudantes existentes (5 825) – que não são do ensino superior –, fazem com que Chaves venha a reforçar a sua posição no contexto do Alto Tâmega: “Chaves representa cerca de 50% da população do Alto Tâmega, e naturalmente no que diz também respeito à população estudantil. E, portanto, assume-se cada vez mais como capital natural do Alto Tâmega”.

Nuno Vaz realça ainda outros dados, que estão a marcar uma tendência positiva no concelho, como um aumento do investimento municipal em questões do ambiente, que passou de 2% para 5%; as despesas “significativas” relativas à educação bem como à cultura; a diminuição do número de desempregados no período analisado pela PORDATA; a diminuição também dos beneficiários de rendimento social de inserção; o aumento do salário médio, por conta de outrem, que passou de 817 para 944 euros; o crescimento da autonomia financeira do município, “porque aquilo que é o peso das transferências da administração central para a administração local tem vindo a diminuir, tendo passado de 66,6 para 51.5%”, diz; o crescimento de empresas não financeiras, que passou de 3 979 para 4 770; e ainda a evolução turística do concelho, essencialmente no que respeita à oferta hoteleira, que tem vindo a crescer.

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