Durante dois dias, 22 parlamentares do congresso espanhol e da Assembleia da República (AR) realizaram uma cimeira, em Vidago, que antecede a cimeira luso-espanhola, que decorrerá nesta localidade, a 4 de junho. Deputados portugueses e espanhóis defenderam esta terça-feira, 27 de Maio, uma maior potencialização e otimização da cooperação policial e de proteção civil e o combate ao desemprego jovem, recomendações que serão entregues aos governos dos dois países.
No final do encontro, o vice-presidente da AR Guilherme Silva disse aos jornalistas que este encontro serviu para “expressar uma posição comum” dos deputados da Península Ibérica. O responsável referiu que foram aprovadas 12 conclusões, recomendações que serão agora enviadas aos governos dos dois países, que deverão estar representados na cimeira da próxima semana pelo primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, e pelo presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy. Guilherme Silva destacou a cooperação policial transfronteiriça e de proteção civil, considerando que já é “bastante convergente”, mas que deve ser “potenciada e otimizada”.
Relativamente à ação das forças de segurança, o parlamentar português lembrou o problema do terrorismo em Espanha e a imigração ilegal a partir do norte de África, questões que requerem uma “cooperação bastante eficiente”.
Relativamente à proteção civil, Guilherme Silva destacou a ajuda recíproca que tem vindo a ser feita no domínio dos incêndios florestais, mas que se pretende “alargar a outras áreas de assistência e de socorro em situações de catástrofe”, como inundações, intempérie ou até uma catástrofe química.
Guilherme Silva destacou ainda o problema do desemprego jovem: “É uma questão que tem uma relevância grande em ambos os países e tem sentido que seja vista, não apenas no âmbito da relação bilateral, mas também, e fundamentalmente, no âmbito de uma presença comum na União Europeia”, sublinhou.
Em cima da mesa estiveram também os transportes e o mercado da energia. “São áreas em que Portugal e Espanha têm um interesse comum de fazer um mercado concorrencial aberto”, frisou.
O vice-presidente da AR sublinhou a questão do gás natural, considerando que pode haver “uma oportunidade muito importante por parte da Península Ibérica” com vista a garantir “alternativas ao fornecimento de gás vindo de Leste, região onde existem atualmente problemas delicados devido à situação da Ucrânia.
“Temos aqui, até por via do comércio livre com os Estados Unidos da América (EUA), a possibilidade de fazer introduzir na Europa gás natural a custos mais acessíveis, atenuando a dependência que a Europa tem hoje desses países, designadamente da Rússia”, salientou.

Redacção

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1 comentário

  1. Não contesto que deve haver um bom relacionamento entre Portugal e Espanha. Mas lamento a atitude espanhola em relação às águas das Selvagens. Ou talvez lamente mais o silêncio português sobre Olivença. Olivença essa onde, aliás, no dia 30, e perante o “alcalde” local (que também usou da palavra), foi apresentado, numa sessão pública, uma recolha do Português “local” (alentejano). O que foi noticiado pela Imprensa brasileira…

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