“Que futuro para um Tâmega Vivo?” foi o mote proposto pela Rede Inducar, em sessão aberta, realizada, terça-feira, dia 25 de junho, na Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves.

De acordo com organização da iniciativa, a partilha do conhecimento existente sobre o Rio Tâmega faz parte das ações previstas no âmbito do processo de “Democracia da Água” que, desde fevereiro de 2018, está a ser desenvolvido pela Rede Douro Vivo, para a elaboração do Plano de Gestão de Região Hidrográfica, previsto para o período de 2022-2027.

A sessão foi presidida pelo autarca flaviense, Nuno Vaz, que teve a oportunidade de apresentar os trabalhos desenvolvidos em parceria com a Agência Portuguesa do Ambiente, sobre a conectividade entre as lagoas e o rio Tâmega e a requalificação das margens.

“Numa zona de fronteira e de património natural relevante, o tratamento de afluentes deve ser responsabilidade conjunta”, havendo necessidade de sensibilização para práticas de sustentabilidade ambiental. O presidente da Câmara de Chaves referiu ainda que “os focos de poluição provenientes da Zona Industrial de Chaves já se encontram devidamente resolvidos”.

Mariana Marques, coordenadora do projeto, da Rede Inducar deu conta da falta de conhecimento da população, em geral, sobre certas temáticas do rio enfatizando a “importância da comunidade local participar ativamente nos processos de auscultação pública”.

Joaquim de Jesus, investigador do Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas – CITAB (UTAD), partilhou ainda alguns dados recentes sobre o estado ecológico do rio Tâmega, que se encontra atualmente em estado razoável, na maioria dos troços, havendo um esforço na manutenção equilibrada de um ecossistema sujeito a múltiplas pressões e ameaças.

A iniciativa organizada pela Rede Inducar contou com a colaboração do município de Chaves e do Grupo de Chaves da Amnistia Internacional.

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