Censos 2021: Alto Tâmega perde população na última década
De acordo com os resultados preliminares dos Censos 2021, apresentados hoje pelo INE – Instituto Nacional de Estatística, a região do Alto Tâmega seguiu a tendência nacional de perda de população nos últimos dez anos.
Entre 2011 e 2021 Portugal perdeu cerca de 2% da população, passando de 10 562 178 para 10 347 892 habitantes.
No mesmo período de tempo, o Alto Tâmega passou de 94 143 habitantes para 84 330. Todos os seis concelhos que compõem esta região perderam população nos últimos dez anos, dando mais expressão ainda ao facto de haver uma maior concentração populacional nos municípios do litoral.
Assim, Boticas em 2011 tinha 5 750 habitantes e em 2021 tem 5002. Isto resulta numa perda de 748 residentes, o que em termos percentuais significa uma quebra de 13%. Em percentagem, este foi o concelho do território que mais população perdeu na última década.
O concelho de Chaves passou de 41 243 habitantes em 2011 para 37 623 em 2021. São menos 3 620 pessoas, equivalendo a uma percentagem de menos 8,8%. A nível percentual, o concelho flaviense foi o que menos população perdeu no conjunto dos seis municípios da região.
Montalegre passou de 10 537 habitantes em 2011 para 9 279 em 2021. Uma perda de 1 258 residentes, uma quebra de 11,9%.
No concelho de Ribeira de Pena a perda foi de 657 residentes entre 2011 e 2021, passando de 6544 para 5887 habitantes. Uma perda percentual de 10%.
Valpaços em 2011 registava 16 882 habitantes, e em 2021 regista 14 714, significando uma perda de 2 168. São menos 12,8%.
Por fim, Vila Pouca de Aguiar passou de 13 187 habitantes em 2011 para 8 433 em 2021, uma perda de 1 362, resultando em menos 10,3%.
O nível do distrito de Vila Real, este também foi de perda, com todos os 14 municípios que o compõem a registar resultados negativos.