Março é mês de “Sexta 13” em Montalegre, com muitas novidades e à espera de um “mar de gente”. À falta de investidores privados, autarquia está a perspetivar a edificaçãode uma unidade hoteleira no concelho para dar resposta às necessidades das muitas pessoas que o visitam e não têm onde ficar.

É já na próxima semana que decorrerá a primeira “Sexta-Feira 13”, que, para Orlando Alves, presidente da Câmara de Montalegre “é a primeira do ano e vai ser, por ventura, a mais espetacular. E isto porque, lamentavelmente, tivemos de fazer novas opções e entregar aquela que é uma das partes mais visíveis deste evento, que é o espetáculo do Castelo. Tivemos de mudar de flanco e fizemos a opção de entregar à equipa do Bruxo Queiman, da Galiza, que não tenho dúvidas que fará uma coisa do outro mundo.”. Lamentavelmente, refere o autarca, na medida em que, valorizando «O que é nacional é bom», “tenho recebido muitos dissabores. E a “Sexta 13” não foge à regra. E se considerarmos que esta equipa com quem vimos a trabalhar tem desiludido sobremaneira, com esta entrada em novos espaços criativos, como a Galiza, neste caso, não tenho dúvida nenhuma que vamos ter um espetáculo altamente profissional, cheio de luminosidade, cheio de luz, e de interação”.

Coincidência, ou não, este estreitamento com a Galiza também é concretizado com a assinatura de um protocolo com a Câmara de Ourense para promoção conjunta de atividades culturais e de entretenimento cá e lá. Sendo que cá temos assim no imediato a promoção da Sexta 13 e a Prova do Campeonato do Mundo de Rally Cross, e lá temos a promoção da noite da Santa Campanha, que acontece no dia 31 de outubro, e também provas de automóvel no circuito Urbano de Ourense.

Unidade Hoteleira pode ser uma realidade

A assinatura deste protocolo é, segundo Orlando Alves, “o primeiro passo para, digamos, a exponenciação de outras atividades que iremos fazer em conjunto, sendo que nós, Câmara Municipal de Montalegre, na nossa pequena grandeza, temos muito a aportar a este projeto, como também temos muito a receber de uma cidade que é uma referência em toda a Galiza”.

Desta formalização resulta uma oportunidade acrescida para o setor da restauração da sede do concelho, “que espero que os empresários do setor saibam agarrar. Lamento que Montalegre, com tanta visibilidade, com tanta atratividade e tantos eventos ao longo do ano, não tenha um hotel para albergar as pessoas que nos visitam”. Na ausência de investidores privados que agarrem esta oportunidade de afirmação da terra, “a Câmara Municipal vai ter de deitar mãos a este desiderato, e está a perspetivar a edificação de uma unidade hoteleira”.

De momento, a autarquia não tem disponibilidade financeira para este empreendimento, dado a estar a desenvolver um projeto de investimento de 3 milhões de euros, num parque desportivo em Salto.

Promover a formação desportiva

Sobre o Parque Desportivo em Salto, esta vila barrosã “vai ter aquilo que precisa. Isto é, vai ter um campo de futebol sintético porque é a única equipa do distrito de Vila Real a competir em terra batida. Vai ter um pavilhão gimnodesportivo que já há muitos anos se tentou edificar para dar resposta aos 116 atletas das várias camadas que constituem a formação e a competição em que o GD Salto está empenhado. Vai servir toda a região do Baixo Barroso: Salto, Cabril, Venda Nova, Pondras, Vila da Ponte… Vai servir todas as freguesias do Baixo Barroso. Vai também dar músculo à densificação do Plano Diretor Municipal que consagra hierarquicamente os aglomerados, sendo que em primeiro lugar está Montalegre, depois Salto e depois Vilar de Perdizes, e isso é tudo aquilo que temos vindo a fazer”.

Orlando Alves, natural de Salto, considera injustas às críticas a este investimento “daqueles que na política não sabem fazer outra coisa que não seja dividir pessoas e territórios. O presidente da Câmara está para unir e para dar aos territórios aquilo que eles precisam, sendo que não pode chegar ao mesmo tempo a todo o lado. E todos aqueles que esgrimem o labéu de eu só ter olhos para Salto, eu quero dizer que vou no meu sexto ano de mandato e em Salto, em obras, a autarquia gastou 450 mil euros até ao momento, e na vila de Montalegre, já gastou 22 milhões de euros”.

Paulo Chaves

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