A Câmara de Chaves vai promover um referendo local sobre a reabertura da ponte romana ao trânsito automóvel, que é pedonal desde 2008, decisão que, na ocasião, gerou descontentamento por parte de comerciantes.

A proposta “realização de referendo de âmbito local – reabertura da ponte romana ao trânsito automóvel”, que tem por objetivo perguntar à população de Chaves, no distrito de Vila Real, se concorda ou não com a reabertura da ponte romana foi aprovada hoje na reunião pública do executivo municipal com um voto contra do vereador do PSD, João Neves.

O referendo terá uma única pergunta de resposta ‘sim’ ou ‘não’ para ser realizada, nomeadamente: ‘Concorda com a reabertura da ponte romana de Chaves ao trânsito de veículos automóveis ligeiros, num único sentido?’, refere a proposta.

O presidente da autarquia, Nuno Vaz, realçou que a realização de um referendo sobre esta questão surgiu durante a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 2017.

Acrescentando que será a primeira vez que se irá realizar este tipo de referendo local.

Nuno Vaz destacou a importância da ponte romana como monumento nacional devido ao seu valor cultural e turístico, com dimensão para a economia local.

O autarca socialista explicou ainda que quando a ponte romana, que liga duas freguesias urbanas da cidade divididas pelo rio Tâmega, passou a pedonal, em 2008, gerou um forte descontentamento dos comerciantes localizados na freguesia da margem direita, da antiga freguesia da Madalena, atual União de Freguesias da Madalena e Samaiões.

Para Nuno Vaz deverá haver uma campanha de sensibilização “informativa e esclarecedora”.

Por seu lado, o vereador da oposição, João Neves, justificou o voto contra a proposta por ser “inusitada e sem consistência”, manifestando-se também contra a reabertura ao trânsito automóvel.

A também vereadora do PSD, Manuela Tender, votou favoravelmente a proposta por ter resultado da campanha eleitoral e que, por isso, deve ser cumprida, “tal como todas as promessas eleitorais feitas na campanha”.

A social-democrata considerou ainda que antes da realização do referendo deveria ser realizado e divulgado “atempadamente” um parecer técnico sobre as condições da estrutura da ponte para a circulação automóvel.

O presidente da autarquia esclareceu que o município contratou uma empresa para a avaliação de pontes e pontões de todo o concelho, onde se inclui a ponte romana e que irá resultar um relatório sobre as condições de segurança da ponte.

A proposta será agora levada à próxima sessão da Assembleia Municipal e, caso seja sancionada favoravelmente por este órgão, será submetida ao Tribunal Constitucional para “efeitos de fiscalização preventiva da constitucionalidade e da legalidade”.

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6 comentários

  1. E qual será o único sentido?
    No sentido da margem esquerda para o centro da cidade, (este-oeste ou madalena-santa maria maior)?
    Ou no sentido contrário (da margem direita para a madalena?
    Se tecnicamente a reabertura for possível um é bom para os comerciantes da madalena e o outro para o turismo e a fluidez do trânsito.
    A questão deveria ter qual a opção. Uma pode implicar um voto SIM e outra um voto NÂO

  2. O carro não ajuda os comerciantes a menos que tenham um enorme parque de estacionamento à porta. Quem vai a pé tem tempo para entrar nas lojas, para se sentar nas esplanadas ou ceder a uma compra por instinto. A mesma coisa para quem anda de bicicleta. Quem anda de carro vai fazer as compras do mês aos hiper e super mais próximos e está marimbando-se para o comerciante da esquina. Os comerciantes tiveram desde 2008 para aprender isso e nunca o centro da cidade teve tanta vida como agora. O autarca pelos vistos quer destruir os bons hábitos que se criaram entretanto. Quer colocar os carros a atravessar a ponte para quê? Para afugentar quem vai para as margens do Tâmega passear e pelo meio explorar o comércio? Para colocar mais pressão sobre uma ponte de 1500 anos e que não foi projectada para esse tipo de utilização?

  3. O ardina que escreve o texto fala em vereador da oposição, mas não diz qual o partido desse vereador. Em relação ao presidente da câmara socialista, vem provar que há gente muito medíocre por esse país fora.

  4. fátima Carvalho on

    Uma estupidez! Só num país de terceiro mundo. Preservar a memória e a cultura, exige-se. Todo o centro histórico devia ser fechado ao trânsito,

  5. Carlos Azevedo on

    Sou absolutamente contra a reabertura
    Não há necessidade efetiva, como foi demonstrsdo nos ultimos anos
    É uma decisão que vai de encontro a tudo que devemos evitar que a nivel ambilenytal quer a nivel de conservação de património, mesmo sob ponto de vistavturístico em geral
    Estamos a falar do Exlibris da cidade

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