Autarquia de Boticas realizou ações de combate à vespa-das-galhas-do-castanheiro
A Câmara Municipal de Boticas realizou ações de combate à vespa-das-galhas-do-castanheiro, procurando travar a expansão de uma praga que tem afetado seriamente os soutos do Barroso e de toda a região de Trás-os-Montes.
Uma ameaça para os soutos
A vespa-das-galhas-do-castanheiro provoca a formação de galhas nos rebentos, nas folhas e nas flores das árvores. Estas deformações impedem o desenvolvimento normal dos ramos e reduzem a produção de castanha. Em infestações fortes, as árvores enfraquecem e ficam mais vulneráveis a outras doenças, como a doença da tinta e o cancro do castanheiro.
Num concelho onde o castanheiro é parte essencial da paisagem rural e da economia das famílias, a praga é motivo de grande preocupação.
As ações da autarquia
A intervenção do município assentou na luta biológica, com a largada do parasitoide Torymus sinensis em vários soutos do concelho. Este inseto, inimigo natural da vespa, desenvolve-se dentro das galhas e reduz progressivamente a população da praga.
Em paralelo, a autarquia promoveu ações de informação junto dos produtores, explicando como reconhecer os sintomas e que cuidados ter para não prejudicar o trabalho do parasitoide.
- largadas do parasitoide em soutos selecionados;
- sessões de esclarecimento para os produtores;
- colaboração com técnicos especializados;
- monitorização da evolução da praga.
Proteger um recurso da terra
A castanha tem em Boticas um valor que vai além da economia. Está ligada às tradições, à gastronomia e ao calendário agrícola das aldeias. Proteger os soutos é, por isso, proteger também um modo de vida e uma identidade.
A autarquia considera que o investimento no combate à praga é necessário para garantir o futuro de um setor que tem vindo a ganhar importância e que pode ser uma fonte de rendimento relevante para a população rural.
Um trabalho regional
As ações de Boticas inserem-se num esforço mais amplo, desenvolvido em conjunto com outros municípios do Alto Tâmega e com entidades do setor agrícola. Só com uma resposta coordenada à escala regional será possível controlar a vespa e devolver aos soutos a sua capacidade produtiva.