“Ser Padre não é só orar”, pretende homenagear o Padre Diogo Martins, que apenas tomou conhecimento do livro pouco tempo antes do seu lançamento.

Decorreu no sábado, dia 9 de fevereiro, no Lar do Senhor do Bom Caminho em Calvão, o lançamento do livro “Padre António Diogo Martins: Ser Padre não é só orar – Testemunhos”, um trabalho de dois anos, feito em segredo e sem o aval do Pe. Diogo

A esta homenagem marcaram presença muitas pessoas que, ao longo da vida, marcaram e foram marcados pelo Pe. Diogo, desde a sua infância, à vida de seminário, vida militar e enquanto Pároco.

Depois de uma projeção de fotografias retratando vários momentos da vida do Pe Diogo, foi apresentado o livro por Manuel Cracel, coronel das Forças Armadas e primo do homenageado, que também participou ativamente no projeto do livro. Na sua intervenção, começou por referir que “a ideia do livro nasceu do Eng. Jorge Araújo, ideia que os atalhos de vida não permitiram que pudesse participar, mas fez com que a nossa incansável amiga Alcina metesse mãos à obra e pedisse ajuda, envolvendo-me a mim, assim como ao Tenente Enfermeiro Alberto Lebreiro”.

Sobre o livro, o prefácio é da autoria do Cardeal D. António Marto, ao qual se segue um traço biográfico, elaborado pelo Pe. Matos e um conjunto de testemunhos, nomeadamente, da família colegas de seminário, civis, militares e paroquianos, terminando com alguns recortes da imprensa.

Na escolha do título do livro, pretendeu-se adequar um título que “refletisse a singularidade da personagem do Pe. Diogo”, tendo sido decidida a curta afirmação “Ser Padre não é só orar”.

Neste livro, de uma forma transversal, “é identificado como pessoa sociável, interventiva e participante ativo da comunidade de que faz parte. A sua condição de Padre não deixa de estar presente, mas sobressaem, fundamentalmente, traços de uma personalidade bem-disposta, generosa, disponível e agregadora, peculiaridades que lhe garantem universal aceitação bem testemunhada pelo que cada um diz ao longo de cerca de 200 páginas”.

O livro foi construído em segredo, apenas tendo o Pe Diogo conhecimento da sua existência muito perto da data da apresentação, pois “se tivesse tido conhecimento no início, certamente este livro não teria existido”, concluiu Manuel Cracel.

“Não sou merecedor”

Foi com muita emoção que decorreu a intervenção do Pe Diogo, sobretudo pelas lembranças que a projeção de fotografias da sua vida lhe sugeriram, nomeadamente dos pais, e considerou este momento, como uma dos “desafios mais difíceis da sua vida”, já que se pauta “pela simplicidade e humildade”.

Sobre o livro, “digo que com convicção que não sou digno nem merecedor deste livro. As pessoas são simpáticas, benevolentes, exageradas e entenderam que deveria ser publicado. No fundo, vão mais além daquilo que eu sou. Sou uma pessoa frágil, limitada e pecadora, mas quem ler o livro até parece que está diante de um Santo, o que não é verdade. Faço a minha obrigação o melhor que posso e sei, vou cumprindo a minha missão e, se calhar, às vezes, muito aquém do que deveria ser.”

Agradecendo a presença de todos e de uma forma especial àqueles que deixaram o seu testemunho, “no meio deste imbróglio e armadilha que me fizeram, não posso dizer que não estou feliz, porque estou”. Uma alegria ainda maior, “porque pude estar com amigos que já não via há muitos anos”, concluiu o Pe. Diogo Martins.

Paulo Chaves

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