De treinar o Vizela no Campeonato de Portugal, até orientar o Chaves na Liga, o treinador natural de Felgueiras sente que “já não passa despercebido” mas espera também “ser uma inspiração para os mais jovens que também sonham alto” e diz ser agora um defensor de uma região transmontana “que por vezes é esquecida”.

À margem do IV Congresso de Futebol, organizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, Ricardo Soares abordou a sua ascensão enquanto treinador bem como os objetivos do Desportivo de Chaves na Liga e na Taça de Portugal, onde chegar ao Jamor é o principal objetivo.
“Temos noção que vamos jogar contra um Vitória que é extremamente forte e é nossa intenção fazer tudo o que está ao nosso alcance para atingir o Jamor, que é marcante para qualquer clube, treinador ou jogadores”, realçou o técnico dos flavienses, que têm uma desvantagem de 2-0 da primeira mão.

Já na Liga, o treinador não se desvia da meta dos 40 pontos, herança que herdou ainda da passagem de Jorge Simão no Desportivo de Chaves, técnico que começou a temporada.
“A meta dos 40 pontos é clara e objetiva, está ao alcance e esperamos alcança-la. Depois disso, iremos pensar o que podemos fazer em termos de classificação, pois é melhor ficar em 7º que em 8º”, atirou

“Já não passo despercebido na rua”

De lutar pela subida à Liga 2, ao serviço do Vizela, o que conseguiu na época anterior, a orientar a equipa minhota no segundo escalão, até lutar agora pela metade superior da tabela na Liga e pela final da Taça de Portugal, ao serviço do Desportivo de Chaves, Ricardo Soares sente que já não passa despercebido atualmente.
“Isso está inerente ao sucesso que as minhas equipas acabaram por ter e era uma forte motivação minha chegar onde todos querem chegar, que é ao topo. Numa primeira fase chegar à 1ª Liga para depois estabelecer novamente metas para continuarmos a ter sucesso. A vida mudou, sou mais reconhecido na rua, as pessoas tiram fotos, conversam comigo e claro que sofri uma transformação a nível pessoal”, confessou o técnico de 42 anos.

O sucesso de Ricardo Soares resultou recentemente na conquista do prémio de ‘treinador revelação’, na Gala Quinas de Ouro da Federação Portuguesa de Futebol, um reconhecimento que resulta num “grande incentivo para continuarmos a trabalhar no limite”.
“Isto exige muito de nós e só trabalhando muito e partilhando as coisas, sem esconder nada, é que continuamos a evoluir. Acaba por ser uma boa responsabilidade, pois o meu caso serve de inspiração para outros jovens que pretendem ser treinadores. Foi gratificante para mim receber esse prémio pois dei-me a conhecer mais às pessoas que gerem o futebol, aos que estão dentro do futebol e ao público em geral”, considerou.

Defender região que nem sempre é ouvida

Ao serviço da equipa transmontana, Ricardo Soares sente “uma motivação tremenda” ao lutar por um clube e região que nem sempre é ouvida.
“Aprendi a conhecer o clube, as gentes da terra e a região de Trás-os-Montes. Esta zona por vezes é esquecida pelos governantes, e isto acaba por ser uma forte motivação para colocarmos o nome da região no mais alto panorama do futebol português”, garantiu.

Diogo Caldas

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