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Chaves: “Arte da Cor” estará patente ao público até abril do próximo ano

· Redação Diário Atual

O Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (MACNA) conta com uma nova exposição do conceituado designer João Machado, que reúne um conjunto de trabalhos, dos seus últimos 40 anos.

Chaves: “Arte da Cor” estará patente ao público até abril do próximo anoNa cerimónia de abertura, o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, destacou a vasta obra de criatividade e de ilustração do autor, um conceituado designer com projeção internacional que prestigia Chaves e valoriza o MACNA.
Para António Augusto Joel, comissário da exposição, estamos perante um espaço icónico não só para Chaves, mas também para o país, que conjuga uma herança que os flavienses muito se orgulham, a obra do arquiteto e pintor Nadir Afonso, num edifício projetado pelo apreciado arquiteto Siza Vieira. “O edifício em si e as obras que aqui poderão ser expostas irão certamente projetar uma imagem de marca, bem como o nome de Chaves”, salienta.
António Augusto Joel classifica João Machado como “o designer português mais conhecido e consagrado além-fronteiras, possuidor de uma vasta obra que vem sendo apreciada quer em Portugal quer no estrangeiro, um criador exímio e fantástico”.
Chaves: “Arte da Cor” estará patente ao público até abril do próximo anoNumas breves palavras aos jornalistas, João Machado falou da Arte da Cor – título da exposição – predominante nos seus trabalhos, para quem o cartaz ideal seria aquele que não precisasse de legendas.
A exposição está dividida em três grandes secções/tempos. Exibe vários desenhos originais, executados a tinta-da-china, que foram reproduzidos em diversas obras de literatura infantil durante a década de 1980, bem como desenhos de caráter satírico, iconoclasta e algumas importantes obras inéditas. Estão ainda patentes muitas das esculturas abstratas que João Machado executou, evidenciando a contemporaneidade da sua criação escultórica, uma plena sintonia com os movimentos artísticos internacionais e uma inegável interligação com a sua posterior produção cartazística. Entre os mais de 150 cartazes expostos, poderá documentar-se a contribuição do artista para a definição de uma icónica e inequívoca identidade da Associação Industrial Portuense, ocorrida durante a década de 1980, a consolidação da imagem do Cinanima, ao longo de 40 anos, a ligação do autor a causas ecológicas e ambientais, e o gradual estabelecimento de uma consagrada carreira internacional.

Redação/CM Chaves