O auditório do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, foi palco da apresentação do livro “Nadir Afonso, o Pintor de Cidades Geométricas”, na passada terça-feira, dia 29 de maio.

A obra, da autoria da flaviense Raquel Ramos, conta a história de três jovens que se interessam pela vida e pela obra de Nadir Afonso e acabam por percorrer os vários sítios por onde o pintor passou, relatando vários episódios da vida do Mestre.
Laura Afonso, presidente da Fundação Nadir Afonso, foi contactada por Raquel Ramos no verão do ano passado que lhe deu conta da sua intenção em escrever um livro sobre o Mestre direcionado para os mais jovens, e ambas percorreram a cidade visitando os locais mais frequentados por Nadir Afonso durante a sua infância. Vários locais da vida adulta de Nadir são também retratados nesta obra, incluindo o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso.
A abertura da apresentação do livro, presidida por Francisco Melo, vice-presidente da Câmara Municipal de Chaves, ficou marcada pela atuação de 35 alunos do Grupo Coral da Escola Nadir Afonso. A manhã teve ainda a intervenção de três alunas da área de Artes Visuais do Agrupamento de Escolas Dr. António Granjo, que fizeram uma apresentação multimédia sobre as obras de Nadir Afonso, e ainda de duas alunas do Agrupamento de Escolas Fernão de Magalhães que recitaram um poema.
Maritza Dias, coordenadora interconcelhia da Rede de Bibliotecas Abertas, e amiga da autora do livro, apresentou a obra e referiu que esta “é uma biografia apresentada com maestria porque é apresentada como uma viagem à vida e à obra de Nadir pela mão de três jovens”.


Raquel Ramos, que agradeceu a presença de todos os presentes, explicou que quando decidiu escrever sobre Nadir Afonso, “ícone desta cidade que deve ser aproveitado”, queria fazer algo diferente, e, uma vez que escreve livros direcionados para os mais jovens, quis que também esta obra fosse assim: “Existiam já muitos estudos sobre Nadir. O que não existia ainda no mercado era uma biografia para dar a conhecer Nadir ao leitor jovem, entre os 12 e os 17 anos. Não significa que um adulto não o possa ler também”. Depois de muita pesquisa, esta escritora e professora explicou que não queria que o seu livro fosse aborrecido para o seu público-alvo, e, para além da história, durante o livro são ainda contadas algumas piadas. “Joguei um bocadinho com a ficção e a realidade. A realidade é que eu sou de Chaves e eu queria vir visitar o Museu quando abriu em 2016, e tudo o resto depois é ficção. Inventei três jovens. Uma delas é arquiteta e já foi para a faculdade, e, portanto, tem na sua posse alguma informação mais detalhada sobre Nadir. O outro é um jovem que está no 12.º ano, estuda informática, mas gosta muito de história e está sempre a localizar o jovem leitor no tempo e na história. E uma outra, mais pequenina, que tem 12 anos quer ser jornalista, é muito curiosa e adora Pastéis de Chaves”, explicou a autora. São portanto, estes três personagens, com os quais muitos dos jovens presentes no auditório se identificaram, que ao longo de todo o livro levam o leitor a fazer todo o percurso que o Mestre Nadir Afonso realizou, desde o seu nascimento até à sua morte.
Na plateia do auditório estiveram alunos dos três agrupamentos de escolas da cidade, professores e vários curiosos.
Durante a tarde deste mesmo dia o livro foi apresentado no Centro de Artes Nadir Afonso, em Boticas, local que foi também retratado nesta obra.

Maura Teixeira

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