O Alto Tâmega pretende criar o primeiro “hub de turismo termal” em Portugal, um centro de conhecimento, inovação e investigação que terá a água como principal meio dinamizador da região.

 

O projeto irá congregar os seis concelhos que integram o Alto Tâmega, instituições de ensino superior, empresas e entidades institucionais locais e da vizinha Galiza.

O primeiro passo para a criação deste centro de investigado foi dado na quinta-feira passada, dia 26, na biblioteca municipal de Chaves, onde decorreu uma reunião entre os responsáveis da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT), a secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a secretária de Estado do Turismo, representantes da Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega, do Instituto Politécnico de Bragança, da Universidade de Vigo, do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, dos agrupamentos escolares, da Escola Superior de Enfermagem, empresários e outras entidades locais.

A iniciativa será desenvolvida por uma equipa de trabalho que será responsável por “desenhar o projeto” que terá a água como principal tema agregador “nas suas várias dimensões: a água enquanto bem-estar, enquanto termas, produtora de energia e agregadora do território de natureza”, explicou Nuno Vaz, vice-presidente da CIMAT e presidente da Câmara de Chaves.

“A região do Alto Tâmega tem um grande potencial turístico, sobretudo ao nível dos produtos endógenos (…) mas temos também a consciência de que temos algumas carências e fragilidades. Uma dessas fragilidades é sobretudo ao nível do conhecimento, da inovação, da capacitação, seja individual, coletiva ou institucional. Não havendo ensino superior, temos de criar condições para que seja possível criar esse conhecimento e inovação para que as empresas, organizações, produtos possam ganhar competitividade, escala e afirmação”, acrescentou o dirigente.

Para a secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, este é um projeto de referência nacional e também internacional, sendo que o Alto Tâmega poder-se-á constituir como um espaço privilegiado para “ampliarmos tudo que tenha a ver com a investigação e a valorização de recursos tão importantes como a água, apostando ao mesmo tempo na formação das pessoas”.

Maria Fernanda Rollo fez questão de lembrar que uma pessoa com formação superior tem cerca de 85 por cento mais probabilidade de ter emprego, ao contrário daquelas que não têm formação superior.

Na opinião da secretária de Estado do Turismo é necessário criar novos serviços e novos negócios no âmbito da saúde e do bem-estar para que o termalismo volte a ser “uma âncora” no Alto Tâmega e consiga atrair mais gente à região.

Em setembro está previsto que seja apresentada a primeira proposta do modelo a desenvolver para a criação do hub de turismo termal, adiantou Ana Mendes Godinho.
Para a concretização do projeto será realizada uma candidatura ao programa de apoio financeiro Valorizar.

Cátia Portela

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