Poetas, bailarinos, músicos, atores, pintores e vários flavienses juntaram-se na terça-feira passada, dia 9, à grande festa solidária para ajudar uma aluna da Universidade Sénior de Rotary de Chaves.

O auditório do Centro Cultural de Chaves esteve praticamente cheio, com várias personalidades da sociedade flaviense, numa noite onde a palavra de ordem foi a solidariedade.

A Gala Solidária teve como objetivo angariar verbas para ajudar a filha de uma aluna da Universidade Sénior que sofre de um cancro na cabeça e que, segundo os médicos, é inoperável. A jovem de 38 anos tem realizado vários tratamentos de quimioterapia e, devido à gravidade da sua situação, foi aconselhada a continuar os tratamentos no centro clínico da Fundação Champalimaud.

Porém, os “custos que advêm desses tratamentos são bastante elevados “e, por isso, nós sentimo-nos na obrigação de ajudar”, destacou Manuela Rainho, professora na Universidade Sénior.

A Gala Solidária contou, assim, com vários momentos artísticos, tendo iniciado com uma pequena reflexão sobre a solidariedade. De seguida, foi apresentada a peça “O anúncio feito a Maria”. O espetáculo continuou com o grupo de bailarinos da Academia de Bailado de Chaves e com o Grupo de Jograis da Universidade Sénior de Rotary de Chaves. No intervalo da Gala Solidária foram sorteadas várias obras dos pintores flavienses Carneiro Rodrigues, Nuno Duque e Paulo Fontinha e foi dado a conhecer ao público que decorre, na página da rede social do Facebook da Universidade Sénior, o leilão de um trabalho realizado pelo pintor Emanuel Teixeira (Etex85), até ao final deste mês.

Durante a noite, houve ainda tempo para um concerto, proporcionado pelo Grupo Musical Amizade, declamação de poesia acompanhada ao som da viola, atuação musical do Grupo Encontro e uma homenagem a cargo da Tuna Académica da Universidade Sénior. Por fim, foi a vez da fadista Helena Areias encantar ao som da guitarra portuguesa, encerrando com a música dos “parabéns” dirigida ao guitarrista Dr. Paiva Ribeiro. A apresentação foi da responsabilidade de Pedro Barroco dos Atirei o Gato ao Pau.

Na opinião de Manuela Rainho, “é importante que as pessoas aprendam a olhar a floresta e não se prendam nas árvores porque o todo tem muito mais força e, desta forma, é muito mais fácil conseguirmos realizar algo” que ajude o próximo. E foi isso mesmo que a noite de terça-feira refletiu: Solidariedade de atitudes mas sobretudo de afetos.

Cátia Portela

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