Depois de dois meses encerradas, as Termas de Chaves reabriram na passada segunda-feira, dia 5 de março, com os serviços a funcionar na sua totalidade.

As Termas de Chaves encerraram ao público no dia 30 de dezembro de 2017 para realização de obras necessárias no edifício, e também para resolução de questões relacionadas com a gestão do espaço. A mudança do piso em algumas alas, a desinfeção de todo o espaço e a criação de mais uma sala de massagem, devido à elevada procura existente, foram algumas das intervenções realizadas neste emblemático edifício da cidade flaviense.
Na passada segunda-feira, o balneário termal flaviense reabriu com os serviços a funcionar na sua totalidade. Com a finalidade de proporcionar aos seus utentes um “bem-estar psíquico e físico”, Fátima Correia, vogal do concelho de administração das Termas de Chaves, explica que este equipamento tem “um vasto leque de serviços para quem procura a cura termal e também a parte de spa, de relaxamento, de hidratação… Tem vários serviços disponíveis. As nossas águas têm propriedades curativas em muitas patologias, mas, essencialmente, nas músculoesqueléticas, nas reumáticas, nas digestivas e nas respiratórias. São essas as doenças nas quais nós somos especializados. Depois, também têm uma ação muito preponderante para quem procura hidratação, e para quem procura um estilo de vida saudável, com alguns programas destinados também a relaxamento, anti-stress, antitabágicos e para a obesidade”.
No seu discurso de tomada de posse enquanto presidente da Câmara Municipal de Chaves no passado mês de outubro, Nuno Vaz referiu que um dos seus grandes objetivos seria a afirmação da capacidade termal do concelho. Neste sentido, o autarca flaviense explicou, na passada terça-feira, que “a nossa ideia é que efetivamente nós possamos agora abrir um novo ciclo de relacionamento com a comunidade e estamos a pensar que as Termas poderão ser efetivamente o tal diamante de que nós muitas vezes falamos e que vai começar a ser lapidado. Queremos que as Termas sejam, não só, um espaço terapêutico, de bem-estar, mas que sejam também um espaço de acolhimento mais abrangente por parte da comunidade e, por isso, nós este ano desenhámos uma solução diferente que passa por congregar à volta da atividade das Termas alguma animação, de cariz musical e lúdico, para que todas as pessoas que nos visitam possam encontrar neste espaço um espaço de respostas integradas e que possam levar daqui uma experiência interessante, não só na dimensão terapêutica, mas também na dimensão turística, na dimensão gustativa. Queremos que as pessoas aproveitem Chaves, não só para cuidarem da sua saúde, mas também para cuidarem do seu paladar, e que possam conhecer melhor os nossos produtos locais e deslumbrar-se com o nosso património e com a nossa natureza”.
São muitas as pessoas de outros pontos do nosso país que, ao longo de todo o ano, se deslocam a Chaves propositadamente para usufruírem dos tratamentos termais. Segundo Fátima Correia, existem duas razões que fazem de Chaves um destino de referência para quem pretende fazer tratamentos termais ou turismo nesta área: “As Termas de Chaves têm uma particularidade que não existe em toda a Península Ibérica: são as únicas que têm uma água bicarbonatada sódica quente. Em todas as outras termas as águas são sulfuras. Só pela composição já somos especiais. Depois, distinguimo-nos pela relação que estabelecemos com o cliente. O nosso serviço é muito individualizado, temos poucos tratamentos de grupo, e damos preferência a esse tratamento individualizado de cada utente. É também essa relação que se cria com o cliente que faz com que as Termas de Chaves se destaquem das outras termas do país”.

Tratamentos termais voltarão a ser comparticipados ainda este ano

Em 2011, aquando da chegada da Troika a Portugal, a comparticipação dos tratamentos termais foi suspensa. No final do ano passado, o Partido Socialista garantiu que iria retomar essa comparticipação. Prevê-se que o apoio relativo à taxa de ingestão de águas, tratamentos, consultas, atos de medicina física e análises termais seja retomado pelo Serviço Nacional de Saúde já no segundo semestre deste ano.
Fátima Correia referiu que esta comparticipação tem influência no psicológico das pessoas levando-as a crer que “os tratamentos termais têm um efeito positivo na sua saúde. Acho que quando foi feito o corte desta comparticipação foi isso que marcou mais as pessoas. Ao retirarmos uma comparticipação na saúde passa a ideia de que aquele serviço não é assim tão favorável, ou não terá assim tanto efeito benéfico. Ao voltarmos a comparticipar voltamos a dar importância a este serviço, voltamos a dizer que as termas são importantes para a saúde, tanto para tratamentos na doença, como também, e se calhar até mais importantes, na prevenção. E é importante as pessoas continuarem a fazer estes tratamentos. Para além de que a parte financeira também conta e, portanto, poderá estar acessível a pessoas de outros estratos sociais”.
Para além da questão financeira, o presidente da Câmara Municipal de Chaves acrescentou que esta comparticipação acarreta “uma enorme responsabilidade, sobretudo, na dimensão clínica e nos técnicos que as Termas têm, porque têm de, neste contexto, afirmar ainda mais a componente medicinal das águas termais. E isso é muito importante porque queremos que os técnicos, mas, sobretudo, o corpo clínico das Termas possam afirmar junto da respetiva comunidade médica, junto dos seus pares, a relevância, a mais-valia, o input que pode acrescentar no estado integral de saúde das pessoas a circunstância de poderem beneficiar de tratamentos termais de forma regular, e da vantagem que tem não só em termos de qualidade de vida, mas também, sobretudo, na melhoria do seu estado de saúde global”.
Os interessados em usufruir dos serviços termais poderão fazê-lo mediante uma inscrição através do telefone (276 332 445), do e-mail: (geral.termas@chaves.pt) ou então presencialmente nas instalações das Termas de Chaves, tendo a hipótese de começar os tratamentos nesse exato momento. Fátima Correia fez questão de divulgar o facto de neste momento, e até ao dia 14 de maio, ser época baixa, significando que os preços são também eles mais baixos, sendo a altura ideal “para quem tem alguma dificuldade financeira de fazer os tratamentos”, e destacou ainda que os eurocidadãos, isto é, os habitantes dos concelhos de Chaves e de Verín, beneficiam de 20% de desconto nos tratamentos. A época média terá início no dia 15 de maio e será até 30 de junho. A época alta decorrerá de 1 de julho a 14 de outubro. No dia 15 de outubro a época baixa estará de volta, decorrendo até ao dia 29 de dezembro.
No sábado, dia 10, realiza-se o 1º Encontro Internacional de Gaiteiros como forma de assinalar a reabertura do balneário termal, um grande motor do desenvolvimento económico da região.

Maura Teixeira

 

 

loading...
Share.

Deixe Comentário