O presidente da Câmara de Chaves assinou na segunda-feira passada, dia 6, o auto de consignação para a construção do “Sistema Intercetor de Chaves”, entre o parque empresarial e a Estação Elevatória de Outeiro Seco 2.

Trata-se de uma infraestrutura de drenagem de águas residuais para recolha e transporte dos efluentes industriais, provenientes das fábricas localizadas no parque empresarial, para a estação elevatória, em Outeiro Seco.

Uma intervenção que, segundo António Cabeleira, presidente da Câmara de Chaves, vai fazer com que fique resolvido o problema “de alguma poluição” que surgia naquela linha de água.
A consignação da obra, orçada em 148.172,10 euros e com um prazo de execução de quatro meses, foi celebrada entre a autarquia flaviense e a empresa Vitorino Queirós – Construções, Lda, no parque empresarial de Outeiro Seco.

Segundo o autarca flaviense, a atual unidade de tratamento apenas permite tratar efluentes domésticos, cabendo às empresas, sobretudo as agroalimentares, procederem ao tratamento prévio dos seus resíduos para posterior passagem destes para a rede municipal.
Presente no local, o responsável pela obra, Vitorino Queirós, garantiu que a construção do emissário no parque empresarial iria arrancar “o mais breve possível”.

“Vamos iniciar com os estudos no terreno para que possamos começar de imediato”, sublinhou.
Este intercetor será um coletor gravítico, a implantar ao longo da linha de água, com início a jusante da zona empresarial, junto ao nó da A24, e terminando junto à estrada municipal EM 1060, local da instalação da Estação Elevatória de Outeiro Seco 2. Com a entrada em funcionamento deste emissário, será desativada a fossa compacta.

Refira-se que esta obra integra a operação “Sistema de Águas Residuais (SAR) de Chaves – Ligações entre os sistemas em alta e os sistemas em baixa – Emissários do Parque Empresarial e Sistema Elevatório de Curalha” – que faz parte de um conjunto de operações/candidaturas que o município de Chaves viu já aprovadas, no âmbito do “Portugal 2020”, sendo cofinanciadas pelo Fundo de Coesão. Esta empreitada é uma das candidaturas aprovadas ao Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR).

Autarquia aposta na melhoria do ambiente através da construção de vários equipamentos

Na cerimónia, António Cabeleira aproveitou para falar sobre os outros projetos já aprovados pelo POSEUR e que “visam melhorar o ambiente no concelho de Chaves” e eliminar “possíveis focos de poluição nas linhas de água”.
No concelho de Chaves vão ser construídos pelo menos mais três emissários para o tratamento de águas residuais, a montante da margem direita do rio Tâmega, e que vão substituir as atuais “fossas” de saneamento: uma em Vilarelho da Raia, outra em Vilarinho da Raia e outra ainda em Vila Meã.

Na aldeia de Curalha será também construído um sistema de águas residuais que vai transportar os efluentes para a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da cidade de Chaves. Em Casas Novas/Redondelo vai ser igualmente substituído o sistema de fossa e criado um emissário para tratamento dos efluentes, assim como em Sanjurge, onde se prevê a eliminação da poluição do Ribelas. Sistema semelhante vai ser criado em Bustelo, Mairos e Seara Velha.

Em Adães vai ser instalada a rede de saneamento, pela primeira vez, já com a nova mini estação de tratamento de águas residuais. Já em Paradela de Veiga a rede de saneamento vai ser ampliada e vai ter ligação ao emissário de Samaiões. Por fim, a rede de saneamento de Calvão será igualmente substituída por uma mini estação de tratamento e ampliada.
O investimento para a construção, substituição e alargamento do saneamento no concelho de Chaves rondará os 2,5 milhões de euros.

Este investimento irá, de acordo com o autarca flaviense, “valorizar o ambiente de Chaves e dar mais qualidade ambiental ao nosso território”.
António Cabeleira adiantou ainda que na área de abastecimento público de água foram aprovadas três candidaturas: uma para “a construção da adutora entre o parque empresarial e o reservatório de Vilela Seca”; outra “para a construção da adutora entre Vale de Anta e Soutelo”; e, por fim, em Bustelo, a aldeia vai deixar de ser abastecida pelo reservatório de Vilarelho da Raia, passando a ser abastecida a partir de Seara Velha.
Com este investimento, de cerca de um milhão de euros, prevê-se que o problema de falta de água nos meses de verão, nestas localidades, fique resolvido.

Cátia Portela

Share.

Deixe Comentário