Em nota de imprensa, o Partido Socialista de Valpaços fala dos alunos das freguesias de Água Revés, Possacos, Canaveses e Valverde que não são transportados pela autarquia. Acusa esta de que “no momento de decidir as escolas que se manteriam a funcionar, desde logo recusou qualquer tipo de negociação, e ameaçando que para além do transporte não forneceria também as refeições. Convém lembrar que na proposta inicial do Ministério da Educação algumas destas quatro escolas que agora fecharam portas se mantinham a funcionar e duas delas até recebiam mais alunos. Alheio às vantagens que os meninos sempre têm, em frequentar escolas com mais alunos, o Senhor Presidente de Câmara permaneceu irredutível resolvendo decidir da vida das crianças como se dos seus pais se tratasse”.

O comunicado relata também que “desde o início que o Governo e o Ministério da Educação garantiram que os meninos só mudariam de Escola, se a nova registasse melhores condições que a anterior. Este princípio foi integralmente respeitado em Valpaços. As crianças destas aldeias têm agora acesso a outros equipamentos que não tinham nas suas Escolas, tais como biblioteca, equipamentos desportivos, refeitórios”.

Não concordando com o encerramento daquelas quatro escolas, a Câmara Municipal de Valpaços não assegurou o transporte e a refeição dos alunos deslocados e o mesmo teve de ser assegurado pelo Agrupamento de Escolas. Uma situação criticada pelos socialistas: “continua a transportá-los, sendo que para isso efectua circuitos de transporte coincidentes com alguns que a Autarquia assegura (…). Afinal as crianças do concelho de Valpaços não são todas iguais. Parece haver crianças de 1ª e crianças de 2ª. Ou seja, se o Ministério da Educação não tivesse assumido responsabilidades, que até não são suas, iniciado o ano escolar há uma semana, as crianças das freguesias ainda não teriam ido à Escola”.

Câmara Municipal acusa ministério de faltar com a palavra

 

Confrontado com a situação, Francisco Tavares garante que “a autarquia respeita todas as pessoas de igual forma, por isso essas acusações não fazem qualquer sentido”. O autarca explicou que “desde o início o que foi acordado entre o ministério e os municípios é que as escolas só encerrariam quando os centros escolares estivessem prontos, o que não se verificou”. Acusando o poder central de “arrogante”, que impõe as suas decisões sem olhar a meios, o edil defende que cumpriu com o que estava estabelecido e “esta situação só se veio a verificar porque o ministério não cumpriu com a sua palavra e não manteve as escolas abertas até à conclusão das obras do centro escolar”.

Francisco Tavares vai ainda mais longe e afirma que “é pena que outros municípios do país não tomem a mesma atitude, porque se somos responsáveis por determinadas áreas, como a educação, também devemos fazer parte das decisões e não ser o ministério a decidir o que lhe convém, apenas olhando aos números.

O autarca acrescenta ainda que já a decisão da criação do mega-agrupamento no concelho não teve aprovação da Câmara Municipal e “algumas escolas antigas tinham melhores condições do que aquelas para onde os alunos foram transferidos nas freguesias”. Francisco Tavares recorda que não está contra o encerramento, mas contra a forma como foi feito: “concordamos com o encerramento das escolas da zona de Carrazedo de Montenegro, porque as obras do centro escolar já estão prontas e satisfazem plenamente as necessidades dos alunos. Agora, relativamente às escolas da área de abrangência do centro escolar de Valpaços não, porque ainda não está concluído”, disse Francisco Tavares.

Cátia Mata

 

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