Este sábado, 1 de Setembro, o Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes vai ser palco do lançamento da segunda biografia do Padre Fontes, escrita pelo psicólogo e docente universitário João Sanches. Além da juventude, vida cultural e religiosa do pároco natural de Cambezes do Rio, a obra aborda as reticências do impulsionador do Congresso de Medicina Popular e da “Sexta-feira 13” face às aparições de Fátima.

 

“Ninguém é obrigado a acreditar em aparições. Ninguém na Igreja Católica obriga ninguém a aceitá-las, sejam elas mais ou menos famosas. Ninguém é obrigado a acreditar em Fátima e, na minha opinião pessoal, Fátima pode ter sido como outra qualquer visão e um pretexto para desenvolver o aspecto religioso e a exploração comercial que pode acontecer à volta de qualquer santuário”, avançou à Voz de Chaves o Padre Fontes. A obra de João Sanches, amigo e vizinho do pároco há 40 anos, recorda ainda que, 80 anos antes das aparições de Fátima, surgiram relatos que a Virgem Maria apareceu a três pastores na aldeia de Calvão, no concelho de Chaves, e que o padre que paroquiava a freguesia viria a ser transferido para Fátima, podendo ter originado novas crenças. Na biografia, são também abordadas as quezílias com o antigo bispo de Vila Real, D. Joaquim Gonçalves, que vieram a dar fama ao Congresso de Vilar de Perdizes, após este ter proibido o padre de o organizar por profanar contra a Igreja.

 

Sandra Pereira

 

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