Os flavienses já fizeram a festa de campeão e têm este domingo a consagração, em casa, na despedida da temporada. Jovens do plantel à procura de uma oportunidade no futebol português.

O objetivo proposto foi alcançado, pois a equipa satélite do clube transmontano entrou no distrital para garantir a subida aos nacionais, dando continuidade à formação de jovens no clube.
Se para a maioria dos atletas este foi o primeiro título enquanto sénior e, por isso, especial e marcante, há também no plantel jogadores já habituados aos festejos. É o caso de Gustavo Souza, a festejar a terceira subida pelo clube de Chaves, depois da subida à Liga 2 em 2013, juntamente com o veterano guarda-redes Nuno Dias, e à Liga em 2016.
“É um motivo de muito orgulho para mim. O Chaves diz-me muito, independentemente do escalão que esteja”, realçou, explicando que depois de ter estado na Liga, aceitou o desafio de subir novamente ao serviço do clube: “Desde que a direção assumiu o clube que tinham o sonho de colocar o clube na Liga, e era também o meu, pela amizade e carinho que tenho pelo presidente [Francisco Carvalho]. Este ano pediram-me para ajudar os miúdos, para transmitir a mística do clube e mesmo a nível técnico e tático, e este foi mais um objetivo cumprido. O maior prémio da temporada é ver a evolução deles”.
Mas os motivos de festejo não se ficam pela subida e título de campeão, pois o brasileiro de 33 anos prepara-se para sagrar melhor marcador da prova, contando atualmente 23 golos e uma partida para jogar.
“Joguei numa posição que não estava muito habituado, a avançado centro, mas os miúdos têm muita qualidade, temos um caudal ofensivo muito grande e os golos foram surgindo com naturalidade”, explicou.

À espera de uma oportunidade

Se o experiente atacante já sabe o que é jogar em escalões profissionais, no plantel da equipa satélite há muitos jovens jogadores à procura de um lugar.
É o caso de Ruca, médio flaviense que fez toda a formação no GD Chaves, esteve na temporada passada no Campeonato Portugal ao serviço do Pedras Salgadas, e voltou ao seu clube para ajudar na subida.
“Desde que me apresentaram o projeto nunca tive dúvidas em voltar. É uma óptima sensação subir pelo clube da minha terra e do meu coração. A época foi difícil, mas juntos e como família conseguimos cumprir o objetivo que foi o mais importante”, explicou.
Ao longo da temporada, o médio de 20 anos foi chamado por diversas vezes por Luís Castro para integrar os treinos da equipa principal. Ruca pretende agarrar um lugar em definitivo.
“Foi mais um sonho realizado, fiquei muito feliz todas as vezes que fui lá e era também um objetivo meu. Agora espero continuar a trabalhar para ficar lá de vez”, garantiu.
Com o mesmo objetivo, Mika Borges também voltou ao Desportivo de Chaves, mas com um trajeto diferente. Ainda juvenil, rumou ao Benfica, e passou ainda pelo Varzim e Salgueiros antes de regressar a Trás-os-Montes.
“Aprendi muito e cresci muito no Benfica. Mas queria muito voltar ao Chaves, é aqui que sou feliz, é a minha casa”, destacou o avançado de 20 anos.
O flaviense lembrou ainda que esta temporada “foi muito difícil”, e que foi preciso “lutar muito” para chegar ao objetivo, mostrando-se orgulhoso por ser campeão no GD Chaves.

Diogo Caldas

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