“Reconhecer o Génio (Diálogo(s) sobre a vida e obra) de Nadir Afonso” é o título do mais recente livro sobre o conceituado pintor e arquiteto flaviense Nadir Afonso, uma obra que, entre muitos outros documentos da autoria do conhecido professor José Henrique, reúne correspondência com o mestre Nadir Afonso.

A apresentação, que teve lugar no passado domingo, dia 30, no Auditório do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, esteve a cargo do editor e filho de José Henrique Rodrigues Dias, Nuno Pizarro Dias.
O livro é uma compilação de textos, escritos ao longo de uma vida, enquanto professor, escritor, jornalista e músico, desde o seu percurso académico em Coimbra até à sua residência em Chaves, onde chegou a casar e a lecionar.

No seu discurso, o presidente da Câmara de Chaves realçou a importância deste evento, destacando as qualidades do professor José Henrique, de quem foi aluno e com quem aprendeu coisas importantes da vida. “O professor José Henrique, que tive a sorte de conhecer, ajudou a formar-me como pessoa, ensinou-me muito e sobretudo ajudou a formar a minha personalidade”, salientou o autarca. António Cabeleira recomenda entusiasticamente a leitura do livro, pois, com os importantes relatos que reúne, dá para perceber uma parte da história da cidade flaviense, no século passado, nomeadamente o que pensavam na altura sobre o que seria o desenvolvimento da cidade.

A cerimónia de apresentação contou também com a esposa de Nadir Afonso e presidente da Fundação Nadir Afonso, Laura Afonso, que, emocionada, falou da relação entre Nadir e José Henriques, uma grande amizade que sempre os uniu, tendo mesmo o professor José Henriques acompanhado de perto Nadir Afonso em vários períodos da doença do pintor, acabando por falecer antes do pintor. Suscitando a curiosidade dos presentes, mais de cem pessoas no auditório do museu, Laura Afonso contou algumas histórias curiosas ocorridas em Chaves e relatadas no livro agora apresentado.
Num papel “difícil e no reino do improviso”, mas com “imperativos de amor e amizade”, Nuno Pizarro Dias falou, “como improvisado editor da obra”, de seu pai, da personalidade, do percurso e das vivências, de José Henrique. Vivências peculiares, mais tarde em Chaves e no início da sua juventude em Coimbra.

Nuno Pizarro Dias aproveitou a cerimónia para destacar a importância da inauguração do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, na sua opinião “o ato mais importante que alguma vez aconteceu em Chaves”, isto num período de crise onde o mais fácil, para o atual executivo camarário, seria não concretizar. É, para Nuno Pizarro Dias, uma homenagem importante a Nadir Afonso, que numa fase da sua vida se dedicou também ao projeto e ao planeamento urbanístico da cidade de Chaves.

Redação/CM Chaves

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