Requalificação da ciclovia e das passadeiras, melhoria das estradas na cidade, promoção de medidas ecológicas junto dos habitantes e criação de parcerias que aproximem os jovens das decisões públicas são as principais propostas dos dois vencedores do concurso “Se eu fosse Presidente”, promovido pela autarquia flaviense.

Na sessão de apresentação dos jovens presidentes, Ema Leite e Miguel Costa, que decorreu na segunda-feira passada, dia 10, no salão nobre da Câmara de Chaves, o presidente da autarquia, António Cabeleira, começou por felicitar os dois flavienses pela participação no concurso e destacou o objetivo do mesmo: Pretende-se “despertar os jovens para o exercício da cidadania porque a nossa democracia será mais rica quando os cidadãos não se limitarem apenas a votar no dia das eleições”, mas a terem igualmente “uma participação cívica ativa ao longo do ano, demonstrando preocupação com os assuntos de nível local e nacional e apresentando sugestões e críticas para que possamos construir uma sociedade melhor”.

Ema Leite frequenta o 10º ano da Escola Secundária Fernão de Magalhães e, pelo segundo ano consecutivo, participou na “Semana com o Presidente”.
Para a flaviense “é muito importante os jovens darem a sua opinião, visto não terem poder de voto, e de alguma forma tentarem mudar aquilo que não está bem. Não devemos criticar apenas, devemos estar informados para sermos capazes de criticar e de contribuir para a comunidade”.
As propostas apresentadas pela aluna de 15 anos incidiram em temas sobre ecologia e também sobre a juventude.

Assim, a criação de “parcerias entre as escolas e a câmara” através de concursos que promovam o debate de diversos temas fundamentais para a sociedade é uma das ideias de Ema Leite para aproximar os jovens do poder local. Ao nível da ecologia, a jovem presidente destacou a redução do IMI para as famílias que contribuam com “medidas ambientalistas”.
“Ao tentarmos contribuir para um melhor ambiente estamos a contribuir para o melhoramento de um vasto leque de áreas, como é o caso do património histórico, da saúde da população… no fundo, é um pequeno investimento para um dia mais tarde a sociedade mudar completamente” o paradigma ambiental, sublinhou.
Na edição deste ano, o júri, que contou com representantes dos agrupamentos de escolas do concelho e com um elemento da Câmara de Chaves, elegeu Miguel Costa como representante dos alunos do ensino básico.

Depois de agradecer ao júri por o terem escolhido como um dos vencedores do concurso e ao presidente da autarquia “por o aceitar na câmara”, Miguel Costa apresentou as suas principais ideias de melhoramento para a cidade: “Eu alcatroaria as estradas porque os buracos podem provocar acidentes e magoar muitas pessoas. Na passadeira de Santo Amaro punha um polícia todos os dias para obrigar os carros a parar e não acontecerem acidentes”, referiu o aluno do 4º ano da EB1 Nº1 de Chaves – Santo Amaro do Agrupamento de Escolas Dr. António Granjo.
Melhoramentos ao nível da alimentação na Escola Dr. António Granjo e requalificação da ciclovia e das passadeiras da cidade foram outras das ideias apresentadas pelo presidente de apenas 9 anos.
No final, os dois alunos foram presenteados com dois livros, um deles sobre a cidade de Chaves, e dois vouchers para serem usados nas termas de Chaves.

A cerimónia de apresentação contou com a presença dos vencedores do concurso da edição anterior, dos diretores dos agrupamentos de escolas, dos pais e encarregados de educação.
Depois da sessão de apresentação, ao longo desta semana, os dois alunos vencedores do concurso “Se eu fosse Presidente” tiveram a oportunidade de acompanhar de perto as várias atividades do presidente da Câmara de Chaves que incluíram diversas reuniões de trabalho, visitas às instalações da câmara municipal, à sede da Eurocidade Chaves – Verín, a Vidago, ao Museu das Termas Romanas, ao Arquivo Histórico, às Termas de Chaves e ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso.

Recorde-se que esta é já a quinta edição do concurso literário “Se eu fosse Presidente”, lançado pelo município de Chaves e dirigido a todos os alunos dos diversos níveis de ensino do concelho (desde o 1º ao 12º ano de escolaridade), com o objetivo de promover uma participação ativa dos jovens em atividades organizadas pela autarquia, bem como despertá-los para os valores da cidadania, incentivando-os a apresentar soluções viáveis e concretas para o desenvolvimento da região.

Cátia Portela

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