A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública celebrou o 81º aniversário na presença de várias personalidades da cidade, familiares e amigos. Em dia de festa, o autarca flaviense, que presidiu a cerimónia, aproveitou para anunciar a entrega de um subsídio extra aos bombeiros durante as fases mais críticas de incêndio.

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas foi também o dia dedicado aos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública (BVSP). Na manhã de sábado, dia 10, a corporação dos bombeiros organizarou vários momentos que embelezaram um pouco mais a cidade flaviense.

O 81º aniversário teve início com o hastear da bandeira e com uma romagem ao cemitério novo, ao Senhor das Portas e ao cemitério velho como forma de honrar os companheiros “desaparecidos mas nunca esquecidos”. De seguida, as viaturas da corporação desfilaram pela cidade convidando todos os flavienses a juntarem-se às comemorações. O desfile terminou no quartel, com os bombeiros em formatura, acompanhados pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Vidago. No local, foram atribuídas medalhas de assiduidade a quatro bombeiros: Bruno Borges e Amélia Teixeira receberam a medalha de assiduidade de grau ouro, correspondentes a 20 e 15 anos de serviço, respetivamente, Tiago Silva foi distinguido com a medalha de grau prata, em funções na corporação há dez anos, e António Pinto recebeu a medalha de grau cobre pelos seus cinco anos de dedicação à causa humanitária.

As comemorações continuaram no salão nobre onde marcaram presença várias individualidades do concelho flaviense, representantes institucionais, vários familiares e amigos dos bombeiros.

A comandar a corporação dos BVSP há quase nove anos, José Carlos Silva destacou o empenho e a dedicação de todos os seus bombeiros, uma “corporação que serve para servir a população” e para proteger os seus bens.

“Apesar de sermos poucos, todas as missões têm sido cumpridas, tudo o que nos é pedido tentamos cumprir e sempre com o maior afinco possível”, sublinhou.

Presente na corporação há 20 anos, Bruno Borges espera continuar no ativo outros tantos anos. Para o flaviense ser bombeiro é “uma coisa inexplicável” que leva muitas vezes a abdicar de estar com a família e até de ver os filhos crescer.

“Só quem passa [por esta profissão]é que consegue sentir isto. O meu avô era bombeiro, o meu pai continuou, eu segui os mesmos passos e agora vamos ver o que o futuro reserva aos filhotes. São 20 anos de orgulho em servir esta casa e espero servir ainda outros 20, se conseguir”, frisou.

No seu discurso, o presidente da Câmara de Chaves mostrou-se muito orgulhoso pelas várias corporações existentes no concelho e anunciou a entrega de um subsídio extra no valor de 10€, por bombeiro, às equipas de intervenção permanente durante a fase mais crítica de incêndios.

Para António Cabeleira será um “esforço significativo para o concelho” mas que vale a pena porque “estamos a gratificar de forma simbólica a disponibilidade permanente dos bombeiros” que abdicam do tempo com as suas famílias e que põem em risco as suas vidas para “salvar a nossa e os nossos bens”.

O autarca flaviense disse ainda que, embora a maior parte dos apoios provenha do Estado, a Câmara de Chaves tem conseguido complementar essas ajudas através da realização de obras nos quarteis, na aquisição de viaturas e, este ano, no aumento do subsídio entregue a cada corporação, no valor de 45 mil euros.

Na sessão solene o comandante entregou ainda um louvor ao bombeiro Ricardo Rebelo e outro a Ana Cristina Jesus.
O dia festivo continuou com um almoço convívio onde não faltou o habitual bolo de aniversário.

Cátia Portela

 

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